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Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

17
Jan18

A Tigela Nova leva-lhe o pequeno-almoço onde quiser

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Se há coisa que eu adoro quando vou viajar são os pequenos-almoços dos hóteis. Aliás, já cheguei mesmo a escolher o hotel de acordo com o pequeno-almoço que mais me agradava. Vá, não me julgue  cada um com as suas manias… Aquele conforto de ter tudo preparadinho quando o sono ainda teima em existir sabe mesmo, mesmo muito bem…

 

Por isso, quando fui contactada pela A Tigela Nova tive de ler o email duas vezes. Nem queria acreditar que estavam a concretizar um dos meus maiores desejos matinais.

 

Na minha última folga decidi então experimentar este serviço que entrega pequenos-almoços em casa (ou onde quiser), na zona da Grande Lisboa. E podem ter a certeza, vou repetir e repetir e repetir. Os menus são completos, com produtos frescos e de qualidade, tudo devidamente embalado e entregue num saquinho com um bilhete mimoso.

 

As entregas são feitas todos os dias, entre as 7h30 e as 11h30, e há cinco menus disponíveis. Dois vegans (de 10€ e 15€), o The Fresh (10€)  que inclui pão, bolo de pastelaria, abacate, compota, sumo de laranja, fruta, queijo, fiambre, manteiga, leite, chá e café, o The Special (15€) que aos produtos do menu anterior junta iogurte biológico e granola e, para um dia especial, o Birthday Breakfast (19.50€) que inclui um fondant de chocolate com vela e cartão personalizado.

 

Eu optei pelo The Special. Além do pão fresquinho de duas qualidades diferentes e de um croissant m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o, destaque também para a granola e para o doce que são artesanais e deliciosos.

 

As encomendas devem ser feitas até às 17h00 do dia anterior através do site A Tigela Nova ou do email encomendas@atigelanova.pt. O pagamento pode ser feito no momento de entrega (em dinheiro ou cartão) ou por transferência bancária. As entregas são gratuitas e feitas em Lisboa, Margem Sul e linha de Cascais.

 

Ah! E se quiser surpreender alguém com este pequeno-almoço, pode combinar tudo com A Tigela Nova e personalizar o cartão com uma mensagem especial.

A Tigela Nova Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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12
Jan18

Saikõ: sushi de fusão, sem confusão

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Hoje apresento-te o melhor restaurante de sushi de fusão de Lisboa: o Saikõ. E não me digas que não gostas de fusão. Porque aqui, tal como o chef Péricles Lacerda garante, “fusão, não é confusão”.

 

Mas vamos começar pelo início. Nove meses depois de terem aberto o primeiro espaço no Centro de Congressos do Estoril, Rita e Tiago Machado, em conjunto com o chef Péricles Lacerda – que trabalha esta iguaria japonesa há 14 anos -, decidiram trazer para Lisboa, mais precisamente para a Praça de Touros do Campo Pequeno, o mesmo conceito.

 

A decoração do espaço conquista pelo requinte, com pormenores japoneses simples e discretos que dão um toque de originalidade aos tons de dourado e branco da sala. Apesar de sofisticado, o ambiente é descontraído. Mas o sentido estético vai muito além da decoração. Durante toda a refeição a apresentação prima pela delicadeza e bom gosto.

 

 

A começar pelo gin de laranja caramelizada que, além de ter umas cores muito atraentes, estava graciosamente bem confecionado.

 

Começámos o jantar com o couvert do restaurante. Uma folha de endívia com pasta de salmão, molho sweet chilli, goma wakame e sésamo, acompanhada com Sunomono de pepino e edamame (soja verde em vagem), uma mistura de sabores bastante interessante.

 

 

 

Contudo, foi com as entradas que as minhas papilas gustativas começaram a salivar. O EBI Especial Saikõ - camarões panados envoltos em salmão braseado, ovas, micro ervas e molho do chef – e o Usuzukuri misto – três peixes marinados em molho ponzo, molho de ervas, sésamo e ovas -  provaram que no Saikõ só se usa produtos de alta qualidade e que a fusão aqui não é usada para esconder a falta de frescura do peixe, mas sim para dar texturas e sabores diferentes a cada peça.

 

 

 

A seguir veio um dos pratos principais e uma das maiores bombas sensoriais da refeição. O Gunkan Hotate (atum, maionese de gengibre, vieiras braseadas, ovas), Gunkan Shiromi (peixe branco, molho dengaku, picadinho de peixe branco, ovas) e o Gunkan Egg: um rolo de salmão braseado que esconde um ovo de codorniz que explode à primeira dentada.

 

Mas a criatividade não acaba por aqui. O Uramaki Hakusai não deixou dúvidas, foi em uníssono que ganhou o voto de prato preferido do jantar. Uma peça com combinações completamente improváveis, mas que rimam tão perfeitamente que é difícil de descrever. Leva pasta de salmão, envolvida em couve lombarda, queijo creme e polvilhada com flocos de milho tostados.

 

Por fim, ainda houve espaço para provar o Especial Saikõ que era composto por camarões panados, salmão braseado, maionese japonesa, pepino, ovas, cebolinho e molho tarê.

 

 

A única coisa que o Saikõ tem de melhorar é nas sobremesas. Apesar de estarem acima da média de sobremesas dos restaurantes japoneses, a elevada criatividade que sentimos durante todo o jantar não se espelha nesta parte da refeição. Provei a mousse de maracujá e o gelado de chá verde.

 

O preço médio é de 35 euros por pessoa, algo completamente justo para a qualidade dos produtos e do serviço. 

 

Saikō Campo Pequeno Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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11
Jan18

A luz do Miradouro Nossa Senhora do Monte

 

Hoje vou falar-te sobre o meu miradouro preferido de Lisboa: o Miradouro Nossa Senhora do Monte, na Graça.

 

Já foi um dos segredos mais bem guardados da cidade, mas hoje em dia é dos miradouros mais frequentados por turistas (e não só). Apesar de ser difícil ter um momento de sossego aqui, ou tirar uma foto sem pessoas no ângulo, continua a valer a pena visitá-lo, pois é só a melhor vista sobre Lisboa e a preferida dos turistas, segundo me confessou um motorista de tuk-tuk, durante um passeio que já vos falei aqui.

 

Desta visão panorâmica sobre a capital é possível observar a Igreja da Graça, o Castelo de São Jorge, o Tejo e a outra margem, a mistura cultural do Martim Moniz e os telhados da Mouraria, a Baixa Pombalina, o Parque de Monsanto, a Avenida Almirante Reis, etc. Se te perderes na imensidão da paisagem podes sempre recorrer ao painel de azulejos presente no miradouro onde estão identificados todos os monumentos.

 

Para além da paisagem, vale a pena reparar na imagem da Virgem que dá o nome ao miradouro e na capela por trás dela. A Ermida da Senhora do Monte foi construída em 1796 depois da pequena igreja dedicada a São Gens ter sido destruída no terramoto de 1755. Dentro da capela, está a famosa cadeira de Gens que, conta a lenda, garante um parto mais fácil às grávidas que ali se sentarem.

 

Ao lado da capela, numa parede velha, uns azulejos em tons azuis relembram o passado dos portugueses. “Boa viagem. Lisboa espera por ti”, uma mensagem de esperança para os descobridores, emigrantes e soldados que partiram em busca de novas terras ou de melhores vidas.

 

Dica: Visite este miradouro ao pôr-do-sol. A luz deste local ganha ainda mais encanto a esta hora do dia.

 

Coordenadas:

Rua da Senhora do Monte, Graça

1170-358 Lisboa

  

Transportes:

Elétrico 28

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03
Jan18

Cultura e comida portuguesa no Fama d'Alfama

 

Quando ouvimos a palavra Alfama associamos logo a fado e comida portuguesa. Mas o mais recente restaurante desta zona típica de Lisboa, o Fama d’Alfama, oferece aos clientes muito mais do que isso.

 

A decoração, inspirada no século XX e no início da Primeira República, tem apontamentos de Art Déco e criações de artistas portugueses, como Almada Negreiros e Amadeu de Souza-Cardoso, mas é o palco, com três filas de plateia, que mais chama a atenção. Podia dizer "silêncio que se vai cantar o fado" com dois músicos de renome - Ângelo de Freitas e Pedro Soares, que tocam com Ana Moura -, mas aqui também atuam outro tipo de artistas. Há noites de blues, stand-up comedy e em breve até sessões de cinema.

 

João Cardim, o proprietário, quis dar a conhecer a "lusofonia dentro de Alfama" e conseguiu. Apesar de poder passar por lá apenas para assistir aos espetáculos, sem consumo mínimo, é possível que não resista em experimentar os petiscos.

 

No menu destacam-se os pratos tradicionais da diáspora portuguesa. Uma salada de polvo tenro e bem temperada, a salada de mexilhão, os queijos e enchidos lusos, o polvo e o bacalhau à lagareiro e até um bife de novilho dos Açores. Para sobremesa tem o Morgado do Bussaco, o fondant com gelado ou mesmo um gelado de frutas com vodka. Tudo servido com a simplicidade e reconforto de uma casa bem portuguesa.

 

O preço médio é de 15 euros por pessoa.

 

Restaurante Fama d'Alfama Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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21
Dez17

10 coisas para fazer no Inverno em Lisboa

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                                                                                                                                                                                    Crédito foto: Xtraice/Visual Hunt

 

Preparado para os dias mais frios do ano? Não? Então fique com estas ideias para aquecer a alma nos meses de Inverno.

 

1 - Deslizar numa pista de gelo

Se gosta de deslizar e não tem medo de cair esta diversão é para si. Durante a época festiva há várias pistas de gelo espalhadas pela cidade para fazer as delícias de miúdos e graúdos.

Wonderland Lisboa -  De 1 de dezembro a 8 de janeiro, há um mercado no Parque Eduardo VII com uma roda gigante e uma pista de gelo para toda a família.

Alegro de Alfragide -  Até dia 10 de janeiro pode deslizar na pista de gelo deste centro comercial.

Dolce Vita Tejo, na Amadora -  Este centro comercial tem uma pista de gelo com 459 metros, capacidade para 60 pessoas. Há ainda aulas de grupo para quem quiser ficar pró.

Cascais Christmas Village - Até dia 1 de janeiro, Cascais vai ter um Jardim Mágico com pista de gelo, renas verdadeiras, um comboio mágico e um carrossel.

 

2 - Relaxar numa esplanada aquecida

Nada melhor do que aproveitar o Inverno solarengo numa esplanada aquecida enquanto aprecia uma das vistas de Lisboa. Vários estabelecimentos da capital têm já esplanadas com aquecedores exteriores e até mantas para ajudar a aquecer os clientes. O À Margem, em Belém, com vista para o rio Tejo, é um dos exemplos, assim como o Park, na Calçada do Combro.

 

3 - Aprender dançar

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Esta é altura ideal para aprender a dançar. Além de combater o frio, gasta as calorias dos chocolates quentes e das iguarias mais pesadas que muitas vezes comemos no inverno. Há imensas escolas e associações onde poderá aprender a dançar dependo dos seus gostos e da sua área de residência/trabalho. Eu acho um piadão à Academia Danças do Mundo. Fica no Arco do Cego e tem cursos e workshops até para os Pés de Chumbo.

 

4 - Visitar o Aqueduto das Águas Livres

Aproveite para visitar esta obra prima da engenharia hidráulica num dos dias em que a chuva dê uma brecha à capital. Este Monumento Nacional, construído entre 1731 e 1799, tem arcos tão fortes que resistiram ao sismo que abalou Lisboa em 1755. O percurso é visitável entre Campolide e o Parque Florestal de Monsanto e tem uma vista fantástica sobre a cidade. O bilhete custa 3€ a partir dos 13 anos. O aqueduto está aberto a visitas de terça-feira a sábado das 10h00 às 17h30. No primeiro sábado de cada mês, às 11h00, há visitas guiadas, mas tem de marcar previamente (218 100 215).

 

5 - Saborear uns scones quentinhos

Adoro scones. E no Inverno, com um chazinho, sabe mesmo bem, principalmente, se estiverem quentinhos. Os meus preferidos são os da cafetaria Spleen, na Rua Serpa Pinto, Chiado, e da Wish no LX Factory, em Alcântara ou no Largo da Trindade, no Chiado.

 

6 - Jogar Snooker no Príncipe Real

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Junte os amigos e vá jogar snooker para o Pavilhão Chinês. Este bar caricato cheio de miniaturas e objetos de coleção da Segunda Guerra Mundial além de ter uma decoração super engraçada tem ótimos cocktails. Uma boa alternativa para os copos do Bairro Alto.

 

7 - Beber um copo de vinho quente

Esta tradição dos países do norte e centro da Europa chegou a Lisboa para ficar. Pode aquecer as suas noites com vinho quente no Le Chat, em Santos, ou no Fábulas, no Chiado. Mas aproveite porque esta bebida só é servida até à primavera.

 

8 - Ouvir Fado Vadio

N’ A Baiuca ou em qualquer outra casa de fado vadio em Alfama vai passar uma noite de inverno encantadora, cheia de alma e de identidade portuguesa. E quem sabe ainda encontra a Madonna =P

 

9 - Conhecer a coleção de máscaras de pele do Hospital dos Capuchos

No Salão Nobre do Hospital dos Capuchos existe uma coleção sobre dermatologia verdadeiramente assustadora. Há máscaras e outras partes do corpo, feitas em cera, que mostram o resultado das doenças que nos anos 40 do século passado marcaram o nosso País. Além dos objetos aterradores, que representam patologias como sífilis e outras doenças venéreas, as legendas das imagens são muito engraçadas: “J.Q., 53 anos, veio à consulta com uma balano postite [inflamação do prepúcio] e quem lhe pegou foi uma gaja da Rua do Carmo por 300 reais”.

 

10 - Explorar o Museu Calouste Gulbenkian

Além dos fantásticos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian sobre os quais já falei aqui, esta fundação tem um dos melhores museus da Europa com cerca de 6 mil obras entre antiguidades e arte moderna. Se ficar com frio durante o passeio pode sempre beber um chá na cafetaria.

 

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