Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

06
Ago17

Pico, a ilha montanha

NNC

20632355_1827662103927711_58605958_n.jpg

 

A forma mais bonita de chegar ao Pico é de barco a partir da vizinha ilha do Faial. A viagem dura cerca de 30 minutos e é encantadora. Passamos pelos ilhéus 'Em Pé' e 'Deitado' e vemos a imponente montanha a aproximar-se de uma forma magestosa. 

 

Foi dessa forma que fomos para a ilha montanha. Depois de voarmos de Lisboa para a Terceira na SATA Internacional (veja aqui como foi a nossa escala), voamos para o Faial num inter-ilhas com a mesma companhia aérea e seguimos para o Pico, no mesmo dia, com a Atlântico Line, pois queríamos apanhar as Festas de Santa Maria Madalena. Se preferir ir de avião, há três voos diretos por semana de Lisboa para o Pico, aos sábados, segundas, e quartas.

 

O que vimos em 2 dias:

Dia 1

 

 

 Vinhas da Criação Velha - Tivemos a sorte de ficar numa adega rodeada pelas afamadas vinhas da Criação Velha, com vista para o Faial de um lado e para a montanha mais alta de Portugal do outro (obrigada Padrinho :). No dia seguinte à chegada, percorremos a paisagem labiríntica de muros de pedra – declarada Património Mundial da UNESCO – que protegem os milhares de videiras que escondem tesouros de uma ilha de vinicultores.

  • Produz-se vinho no Pico desde o século XVIII e, embora as outras ilhas também o façam, é aqui que se faz mais e de uma forma mais estável. Garrafas de vinho do Pico já foram exportadas até para czares da Rússia. Há licorosos de vários géneros, mas a aposta é sobretudo nos vinhos brancos, que juntam lotes de verdelho, terrantez e arinto. Provamos o Terras de Lava (branco e rosé) e adoramos. 

 

Observação de cetáceos –  Depois de visitarmos as vinhas da Criação Velha, na vila da Madalena, fomos para a vila das Lajes (+/- 40 minutos de carro) para colocarmos em prática uma das atividades mais esperadas da nossa viagem: ver baleias e golfinhos. As águas que rodeiam este arquipélago são um autêntico oásis para quem gosta de observar espécies marinhas. Mas é nas ilhas do triângulo (Pico, São Jorge e Faial) que há mais certezas de navegar junto aos imponentes e calmos cetáceos. Há até quem diga que em 90% das viagens de barco do Pico aparecem golfinhos.

 

 

Optamos por fazer a viagem com o conceituado Espaço Talassa. O preço por pessoa são de 64 euros em época alta. Podem achar caro, mas valeu cada cêntimo. São quatro horas de pura adrenalina e muita ansiedade. Depois de um briefing para explicar as espécies que podemos avistar, as medidas de segurança e de proteção do ambiente, partimos para o mar com um skiper e uma biologa marinha. Aqui é preciso paciência. Quem manda são os animais, que dão o ar da sua graça quando e como querem. Depois de quase meia hora de espera (a tirar algumas selfies no mar infinito que nos rodeava) apareceram as primeiras baleias de bico. A partir daí foram duas horas de 'wows'. Cachalotes, tartarugas e até dois tipos de golfinhos diferentes. Foi uma experiência inesquecível que recomendo a qualquer pessoa que seja apaixonada por mar.

 

 

 

Museu dos Baleeiros – A tradição baleeira faz parte da identidade dos Açores e foi da Vila das Lajes, no Pico, onde esta prática era mais regular, que saiu o último bote de caça ao cachalote. Com a proibição da caça à baleia, em 1987, temia-se o desaparecimento das tradições, mas os picarotos moldaram-se. Além da observação das baleias, passaram também a utilizar os botes para fazer regatas e ergueram vários museus dedicados a este costume. O Museu dos Baleeiros, nas Lajes, está aberto de terça a domingo das 10h00 às 17h00. A entrada custa 2€ e ao domingo é gratuita.

 

20631611_1827662987260956_861112106_n.jpg

 

Forte de Santa Catarina – Depois de dar um mergulho no 'portinho', no centro da vila, fomos visitar o Forte de Santa Catarina, construído no século XVIII para defender a vila das Lajes dos ataques de piratas. Agora é um Posto de Turismo e Artesanato, onde além da vista deslumbrante para a montanha do Pico (que espreita em toda a ilha e arredores) pode adquirir recordações.

 

Dia 2

 

 

 

Arcos do Cachorro – Toda a costa do Pico é recortada por baías e meandros de lava com formações curiosas. Os Arcos do Cachorro, na freguesia das Bandeiras, são disso exemplo. Uma zona constituída por túneis, grutas e arcos, onde existe uma insólita escultura rochosa semelhante ao focinho de um cão.

 

Vila de São Roque - Esta pequena vila tem também uma forte tradição baleeira. Junto ao porto tem um museu construído numa antiga fábrica da especialidade, um monumento aos baleeiros e vários botes em exposição onde os turistas aproveitam para tirar fotos. Numa das pontas da vila tem também umas piscinas naturais ótimas para dar um mergulho.

 

O que gostaríamos de ter feito também:

Subir ao topo de Portugal – Há 750 mil anos, surgiu das profundezas do oceano o vulcão que deu origem a uma das 7 maravilhas de Portugal. Com uma altitude superior a 5 mil metros, dos quais 2351 descobertos, a Montanha do Pico não é só a mais alta como a mais recente do País. As cinco horas de caminhada (feitas com um guia) até ao cume do Pico são fatigantes, mas diz que fez que a vista sobre todas as ilhas do grupo central compensa.

 

Museu do Vinho – Localizado na Casa Conventual dos Carmelitas, na Madalena, este museu conta a história das vinhas do Pico, organiza visitas aos currais e provas de vinho. Funciona de terça a sexta das 9h15 ao 12h30 e das 14h00 às 17h30; Aos sábados e domingos o horário de visita é das 14h00 às 17h30.

 

Gruta das Torres – Esta gruta oferece uma viagem pelo interior da ilha do Pico. É constituída por uma cavidade vulcânica com um tubo lávico de 15 metros de altura e vários túneis vizinhos de menores dimensões, onde pode observar várias formações geológicas, como estalactites e estalagmites.

 

Planalto da Achada – Com cerca de 30 km de extensão, esta cordilheira vulcânica é dos locais mais importantes dos Açores no que respeita a vegetação endémica. Situa-se entre a Lagoa do Capitão e a Ponta da Ilha, tem cerca de 200 cones vulcânicos e abriga dezenas de turfeiras, charcos e lagoas. Um ótimo local para fazer uma relaxante caminhada.

 

Festas

Festas Santa Maria Madalena – No final de julho, a Vila da Madalena homenageia a Santa homónima com muita festa. E nós estivemos lá! 

 

 

Festas do Cais de Agosto – Realizam-se em São Roque, na primeira semana do mês.

 

Semana dos Baleeiros – Durante a última semana de agosto a Vila das Lajes enche-se de muita música, comida e bebida.

Onde dormir

Pocinhobay – Este hotel, na Vila da Madalena, é um autêntico pedaço do paraíso. Se as vistas, ora para a vizinha ilha do Faial, ora para a zona protegida da vinha do Pico, são deslumbrantes, o design do espaço, que alia o conforto da modernidade à arquitetura tradicional da ilha, é igualmente soberbo. Ponto a favor também para o atendimento que prima pela simpatia (Facebook).

 

Aldeia da Fonte – Situado numa falésia da Vila das Lajes, sobre o Atlântico, com vista para a Montanha do Pico, este hotel oferece uma estadia confortável e cheia de charme. No restaurante, a cozinha de autor dá uma nova vida aos sabores locais (Facebook).

 

Onde comer

 

Cella Bar – Já vos falei deste bar, da Vila da Madalena aqui. Foi considerado o bar mais bonito do mundo e além do elegante edifício tem uma vista fantástica para os ilhéus ‘Deitado’ e ‘Em Pé’. Este espaço é também restaurante e palco para sunsets e música ao vivo (Facebook). Adoramos o entrecosto com molho barbecue e a mousse de chocolate belga.

 

O Ancoradouro – Um dos melhores restaurantes da ilha fica na Vila da Madalena. O Caldo de Peixe à moda do Pico é o prato mais cobiçado (Facebook).

Quem é a 'Perdida'?

foto do autor

Perdida nas redes

Perdida no Facebook

Perdida na Zomato

Vê a minha história gastronómica na Zomato!

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Follow