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Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

12
Set17

Corvo, a ilha mais pequena dos Açores

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É a ilha mais pequena dos Açores, com uma área de apenas 17 km² e cerca de 400 habitantes, mas é muito mais do que isto. Um lugar completamente diferente que chega a ser difícil descrever.

 

Aqui todos se conhecem, não há casas roubadas nem trancas à porta, as fechaduras são conhecidas por serem de madeira e as mentes são tudo menos fechadas. Aqui, as leis, sejam elas de trânsito, de justiça ou sociais são feitas pelos corvinos. Aqui, vive-se com liberdade, com respeito e com vontade. Aqui, não há solidão, as redes sociais são uma janela aberta para o mundo, as viagens são feitas sempre com a determinação de voltar e a modernidade chega com respeito ao passado. Aqui, pequeno só o tamanho da terra, porque a união é grande, a alegria é imensa e a vontade de receber é ainda maior.

 

Apesar deste ano não ter conseguido ir ao Corvo, algo que por vezes acontece devido ao tempo ou estado do mar, no verão de 2016 fui e adorei. Há 11 anos que não fazia a travessia das Flores para o Corvo e achei uma grande diferença quando atracamos. As ruas estão mais limpas, a vila está arranjada e há edifícios novos feitos com mestria. A viagem de semi-rígido, com a Extremo Ocidente, é lindíssima. Dura 45 minutos e antes de navegarmos até alto mar o Carlos mostra-nos a beleza da rocha florentina. Há ilhéus, grutas e até cascatas. E se tiveres sorte, podem aparecer golfinhos e baleias para acompanhar a viagem.

 

Se preferires viajar de avião fica a saber que não há voos diretos a partir do Continente. Para fazer apenas uma escala o melhor é viajar até ao Faial ou São Miguel e seguir para o Corvo num voo inter-ilhas da SATA.

 

O que não podes perder:

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Vila do Corvo – É a única povoação da ilha e o concelho mais isolado de Portugal. As suas ruas estreitas e tortuosas são localmente conhecidas como "canadas", as casas são geralmente baixas, e combinam fachadas de pedra negra com portas e janelas brancas. Na minha opinião, o melhor que podemos fazer nesta vila é sentar num café, conviver com os corvinos e observar as suas vivências. Para eles, a insularidade e o isolamento são apenas palavras que o vento leva para outras paragens.

 

Caldeirão – Com 2.3 quilómetros de diâmetro e 300 metros de profundidade, a lagoa do Caldeirão é o ex-líbris do Corvo e um dos locais mais calmos onde já estive (primeira foto do post). O silêncio só é quebrado por alguma ave que sobrevoe o local ou por uma das vaquinhas que aprecia calmamente as pastagens. A população acredita que os pequenos ilhéus que estão dentro da cratera representam cada uma das 9 ilhas dos Açores.

 

Moinhos de Vento –  É na Ponta Negra e com uma deslumbrante vista para as Flores que três moinhos do século XIX encantam os visitantes.

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Centro de Interpretação Ambiental e Cultural – Aqui podes compreender as especificidades ambientais e culturais da ilha.

 

Igreja Nossa Senhora dos Milagres – Reza a lenda, que no século XVI, aquando de um ataque pirata foi a imagem de Nossa Senhora do Rosário que protegeu os corvinos das balas dos inimigos. Um milagre que motivou a mudança de nome da padroeira da igreja do Corvo. Apesar do edifício ser pequeno, a escultura flamenga é muito valiosa.

 

Mergulhar no Caneiro dos Meros – Em 1998, pescadores e mergulhadores do Corvo acordaram ter a única Reserva Marinha Voluntária dos Açores. 17 anos depois, o resultado é um dos mais procurados lugares de mergulho de Portugal. Uma autêntica utopia onde além dos afáveis meros, que disputam por atenção, a vida marinha é diversificada e intensa.

 

Praia da Areia

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A areia é escura, mas a água é cristalina e de temperaturas amenas. Ideal para fazer snorkeling e observar a vida marinha.

 

Cara do Índio – Escarpa esculpida pela mãe natureza de forma a parecer a cara de um índio.

 

Observação de Aves – O Corvo começa a ser um dos destinos mais procurados por ‘birdwatchers’ de todo o Mundo. Tanto que, em outubro, as viagens para lá já estão esgotadas pois é neste mês que as aves cruzam o Atlântico, durante as migrações, e param nesta ilha para descansar. No Centro de Recuperação de Aves Selvagens pode observar várias espécies resgatadas e que estão em tratamento.

 

A Casa do Bote - Construída com madeira de pinho e com o chão feito de pedra de calhau rolado, este museu recupera o traçado das antigas casas dos botes baleeiros. Aqui a memória histórica do passado do Corvo é perpetuada através de várias exposições. O espaço, instalado junto ao multiusos, dispõe de computadores que conduzem os visitantes às tradicionais vivências da ilha. Um dos registos mais marcantes são as 500 fotografias da visita do príncipe Alberto do Mónaco aos Açores.

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                                                                                                                  Foto do documentário 'É na Terra não é na Lua' sobre a ilha do Corvo

 

Fechaduras e Boinas – As fechaduras são dos segredos mais bem guardados dos corvinos. Estes utensílios, fabricados pelos artesãos do Corvo, são feitos de madeira e simbolizam a vivência numa ilha pacífica onde todos se conhecem. Já as boinas do Corvo, um barrete feito de lã, remetem ao início do século quando os mestres baleeiros teciam para ocupar as horas vagas passadas em alto-mar.

 

Onde e o que comer:

Restaurante Traineira  - A excelente localização e o peixe fresco do Traineira fazem as delícias dos turistas. Uma das especialidades do restaurante são as tortas de erva do calhau (Facebook).

 

Restaurante Caldeirão – Mais uma vez a simpatia dos corvinos salta à vista. Com ótimo atendimento e com uma ementa variada, que vai desde o peixe fresco à suculenta carne de bovino, qualquer pessoa esquece que está numa ilha onde por vezes faltam alimentos quando o mar teima em não deixar o barco da carga atracar.

 

BBC Caffé&Lounge  – Que é como quem diz, Bar dos Bombeiros do Corvo. É aqui o ponto de encontro dos corvinos mais jovens. Neste bar servem-se refeições, há karaoke, noites de discoteca e até bailes (Facebook).

 

Onde dormir:

Guest House Comodoro – Casa de hóspedes com instalações confortáveis na qual vai sentir que está em família (Facebook).

 

Joe&Vera’s Place – É a única casa particular do Corvo no Airbnb (Facebook).

 

Festas:

Festa de Nossa Senhora dos Milagres – É a maior festa da ilha e realiza-se de 13 a 16 de agosto com concertos para todos os gostos e muitos petiscos.

 

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06
Set17

Graciosa, uma ilha à parte

NNC

 

A nossa viagem não incluiu a Graciosa, mas tal como vos prometi no 9 posts,9 ilhas, segue aqui o meu guia sobre a segunda ilha mais pequena do arquipélago.

 

Estive há uns anos na Graciosa e fiquei impressionada com o isolamento desta terra em comparação com o restante Grupo Central (Terceira, Faial, Pico e São Jorge). Apesar da distância ser tão pequena que nos dias bons avistamos todas as ilhas vizinhas, a Graciosa parece ser uma ilha à parte. Uma característica que é um pau de dois bicos. Por um lado tem as falhas de uma terra que parece esquecida, por outro tem a calma e harmonia de uma ilha que tem como nome próprio a sua melhor descrição.

 

Não há voos diretos do continente para lá. Pode viajar até à Terceira ou São Miguel e depois seguir para  Graciosa num voo inter-ilhas da SATA ou então viajar de barco a partir de São Jorge ou da Terceira (de maio a outubro) com a Atlântico Line.

 

O que não pode perder:

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Furna do Enxofre - Enorme abóbada natural que esconde no interior uma lagoa de água fria e diversas emanações gasosas e de dióxido de carbono. O acesso à furna é feito através de uma torre com 37 metros e 183 degraus (Centro de Visitantes da Furna do Enxofre, aberto todos os dias das 10h00 às 18h00. Preço: 3.50 €).

 

Paul de Santa Cruz - Por ser a ilha dos Açores com menos pluviosidade, os habitantes criaram tanques de aproveitamento para os dias em que as nascentes não são suficientes. Recentemente foi criada a Rota da Água, um percurso pela rede centenária de reservatórios e sistemas de abastecimento de água que  passa pelo incontornável paul da única vila da Graciosa.

 

Termas do Carapacho - Na baía da freguesia da Luz pode desfrutar de hidromassagens e banhos de águas com propriedades únicas para o tratamento de várias maleitas que têm origem no aquífero subjacente à Furna do Enxofre (1 € / 30 minutos). Sabe tão bem que vai esquecer o cheiro a enxofre. Além das termas, que estão abertas de maio a setembro, pode também dar um mergulho nas piscinas naturais do Carapacho.

 

Andar de burro 

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Os burros anões da Graciosa foram reconhecidos como raça autóctone (que tem origem no local onde se encontra). Antigamente, eram tão comuns, que  esta era também conhecida como Ilha dos Burros. Hoje em dia, a Associação de Criadores e Amigos do Burro Anão tenta combater a extinção destes animais e mostrar as potencialidades terapêuticas da raça. Por enquanto, a única atividade que pode fazer com estes dóceis burrinhos são agradáveis passeios pela ilha.

 

Caldeirinha - Fica na Serra Branca e é um dos principais pontos de contemplação da Graciosa e das restantes ilhas do Grupo Central.

 

Ilhéu da Baleia 

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Ao longo da costa da Graciosa há restos de antigos vulcões que formam ilhéus com formas engraçadas. O ilhéu da Baleia é um deles. Parece um destes gigantes cetáceos ancorado junto à baía da Ponta da Barca. Já os ilhéus de Baixo e da Praia são cativantes por abrigarem importantes comunidades de plantas costeiras e ninhos de aves marinhas, entre os quais o painho-de-monteiro, a ave marinha mais pequena dos Açores.

 

Furna da Maria Encantada - Conta a lenda que há muitos, muitos anos, Maria foi das poucas sobreviventes de uma explosão vulcânica ao acreditar que um galo a avisava da catástrofe. A lenda conta ainda que ambos permanecem encantados nesta furna onde, em dias de vendaval, se ouve o galo e, em dias de nevoeiro, se vê fumo por Maria estar a cozer pão. A lenda aguça a curiosidade para entrar na furna, mas é ao atravessá-la que vai encontrar um cenário mágico: a Cratera da Caldeira, uma formação geológica de origem vulcânica.

 

Museu regional

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Instalado num barracão de botes baleeiros, este museu reúne peças da etnografia, nomeadamente no que se refere à cultura da vinha.

 

Monte de Nossa Senhora da Ajuda - Vista panorâmica sobre a vila de Santa Cruz e sobre as vinhas da ilha. Nos pontos mais altos do monte há três ermidas que merecem uma visita, essencialmente a de Nossa Senhora da Ajuda que parece um castelo em miniatura.

 

Farol da Ponta da Barca

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Este farol de um só piso tem a torra mais alta dos faróis dos Açores. São 23 metros de altura que iluminam o caminho para quem navega de noite no mar que rodeia as ilhas do Grupo Central do arquipélago. Uma vista deslumbrante sobre o oceano.

 

Onde e o que comer:

Quinta das Grotas - Restaurante típico açoriano situado numa casa rústica da freguesia de Guadalupe. Prove uma das famosas telhas de peixe e marisco (Facebook).

 

Apolo 80 - Restaurante com pratos típicos. Aqui pode experimentar a deliciosa caldeirada de peixes e as famosas lapas dos Açores, apanhadas na própria ilha, assim como a tenra carne dos animais criados nas pastagens da Graciosa.

 

Queijadas da Graciosa

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Não pode sair da "ilha branca" de Raul Brandão sem provar as queijadas da Graciosa. O doce típico da ilha, com uma base estaladiça em forma de estrela e um recheio crocante feito de leite, ovos e açúcar, é já exportado para muitas partes do globo. Por toda a ilha há espaços onde pode experimentar esta iguaria mas é na Pastelaria Queijadas da Graciosa, onde são confeccionadas, que sabem melhor (Facebook).

 

Onde dormir:

Moinhos de Pedra - Considerados por muitos o ex-líbris da Graciosa, os moinhos de vento desta ilha são hoje também local de eleição para pernoitar. Alguns dos 28 foram transformados em alojamento turístico e fazem sucesso junto de quem escolhe este lugar para descansar. Pode optar pelo Boina de Vento ou pelo Moinho Mó da Praia.

 

Graciosa Resort - Biosphere Island Hotel - Hotel de quatro estrelas com uma vista fantástica. No seu interior tem o restaurante Aroma que serve uma fusão de sabores da nova cozinha com a gastronomia regional, nacional e internacional (Facebook).

 

Festas:

Festa do Santo Cristo dos Milagres - As maiores festas da Graciosa realizam-se na segunda semana de agosto.

 

 

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01
Set17

Faial, a ilha azul de Raul Brandão

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Raul Brandão, no seu livro Ilhas Desconhecidas, apelidou o Faial de ilha azul devido à imensidão de hortênsias que polvilham as terras e os caminhos desta ilha. O escritor não estava errado, ainda hoje em dia, passados quase 100 anos da sua viagem, quem visita o Faial sente o mesmo. Mas esta alcunha é demasiado redutora. Esta podia também ser a ilha dos vulcões, da melhor vista (para o Pico), do gin mais famoso do mundo e da bipolaridade. É que aqui, tanto estamos rodeados de uma imensidão de verde como temos a paisagem negra dos Capelinhos, os seus habitantes vivem entre a serenidade de uma ilha com pouco mais de 30 quilómetros de comprimento e a incerteza do próximo sismo, a harmonia das freguesias e da pequena cidade da Horta é quebrada, ora aqui, ora acolá, por misteriosos faróis abandonados ou igrejas destruídas num qualquer dia menos bem-aventurado, onde um tremor fez estremecer as entranhas desta terra.

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Eu e as minhas amigas estivemos apenas umas horas na ilha do Faial. Viemos de São Jorge de barco e já era noite quando atracamos na Horta. Fomos jantar e dormir cedo para conseguir aproveitar bem a manhã antes de voar para a ilha das Flores.

 

O que vimos em 1 manhã:

Vista para o Pico 

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A cidade da Horta tem uma das minhas vistas preferidas dos Açores: para o Pico. Parece um postal. É tão imponente como relaxante. Por vezes surge envergonhado como na foto acima e esconde-se atrás das nuvens, apenas a espreitar... mas nunca perde o encanto.

 

Marina da Horta - É a marina mais importante dos Açores e a quarta mais visitada do Mundo. Todos os anos, centenas de veleiros atracam neste porto e pintam as suas marcas nos muros do cais. Uma autêntica obra de arte ao ar livre.

 

Peter Café Sport 

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A nossa passagem pelo centenário e internacionalmente conhecido Peter foi rápida, bebemos apenas um café para acordar, mas se tivessemos mais tempo não tínhamos perdido a possibilidade de experimentar o afamado gin e visitar o museu scrimshaw localizado no primeiro andar do estabelecimento. Nesta zona há centenas de dentes de cachalote gravados com cenas de caça à baleia e sereias. 

 

Miradouro da Espalamanca 

A nossa volta pela ilha começou neste miradouro, mas antes passamos pela pastelaria Bico Doce, para levar as melhores jesuítas que já provei e das quais a minha mãe é fã desde que nasci... e já lá vão 30 anos  . Quando chegamos a este miradouro ficamos deliciadas com a vista, mesmo com nuvens conseguimos contemplar a cidade da Horta e a vizinha ilha do Pico. Nos dias de sol consegue-se vr também São Jorge e a Graciosa. Além disso, aqui poderá observar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, em mármore, com cerca de três metros de altura, com cerca de quatro toneladas, junto a uma cruz com quase 30 metros de altura. Este monumento é uma homenagem a Nossa Senhora da Conceição que é uma das padroeiras da cidade.

 

Caldeira 

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Com 400 metros de profundidade e quase dois quilómetros de diâmetro, a Caldeira é a cratera do maior vulcão da ilha. Além da vegetação de um verde cintilante aqui sente-se um silêncio arrebatador...

 

Farol da Ribeirinha 

Um dos locais que mais queria conhecer no Faial era o Farol da Ribeirinha. Já tinha estado várias vezes nesta ilha, mas nunca tinha estado aqui. E é tal igual como imaginava. O cenário que ostenta este farol está entre um filme de terror e uma romance onde os protagonistas foram felizes para sempre. Este monumento ficou destruído durante sismo de 1998, que matou oito pessoas e destruiu centenas de casas no Faial. Desde aí que se encontra abandonado, rodeado de pastos verdes, algumas vaquinhas e soberba vista para o mar. Em dias de sol é ainda possível ver as ilhas vizinhas, mas na altura que o visitamos estava nevoeiro dando ao local um aspecto ainda mais misterioso.

 

Vulcão dos Capelinhos

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Ao contrário do que acontece por toda a ilha, aqui não há vegetação. O cenário é escuro e o passeio é feito sobre as cinzas de um vulcão adormecido que estrou em erupção pela última vez entre 12 de setembro de 1957 e outubro de 1958. Treze longos e destruidores meses que levaram a uma das maiores vagas de emigração da região para os EUA. Junto ao percurso tem o Centro de Interpretação dos Capelinhos, um museu cavado nas cinzas, onde poderá conhecer melhor a sua história (10€).

 

O que gostaríamos de ter feito também:

Mergulhar com tubarões - As ilhas do Faial e Pico são consideradas mundialmente lugares de eleição para fazer mergulho com tubarões e jamantas. Julho, quando as temperaturas do ar e da água do mar começam a aquecer, é o mês mais indicado para praticar esta modalidade (cerca de 170 euros na Norberto Diver).

 

Casa Museu Manuel Arriaga - Foi nesta casa que nasceu e residiu Manuel de Arriaga, o primeiro Presidente da República Portuguesa, eleito a 24 de agosto de 1911. Além do valor histórico, este edifício funciona como biblioteca e espaço para exposições.

 

Trilho dos 10 vulcões - Um trilho de 36 km onde vai descobrir vulcões e desfrutar da riqueza paisagística da ilha.

 

Tomar um banho na praia do Almoxarife - É um dos maiores areais da ilha e tem vista privilegiada para a vizinha ilha do Pico. As piscinas naturais do Varadouro, da Poça da Rainha e a Praia de Porto Pim também parecem ser encantadoras e ótimas para um mergulho e passar o dia junto ao mar.

 

Morro do Castelo Branco - Pequena península com morro esbranquiçado – devido aos depósitos de argila – que tem a forma de um castelo. Um local muito procurado por aves marinhas, especialmente pelos cagarros, devido às características geofísicas e isolamento.

 

Miradouro do Cabeço Gordo - Ponto mais alto da ilha. Daqui avista-se o Vale dos Flamengos, Baía do Porto Pim, a Horta e a ilha do Pico, do outro lado do canal.

 

Onde comer

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Restaurante Atlético - Restaurante acolhedor de estilo rústico, no centro da cidade da Horta, com grelhados diversos como carne, peixe fresco e mariscos. Além dos pratos serem deliciosos, a quantidade é mais que muita e tem acompanhamentos originais, como maçarocas de milho e várias saladas (Facebook).

 

Petisca Aki - Este restaurante, na freguesia de Castelo Branco, tem todos os dias buffet de petiscos regionais, entre os quais torresmos de vinha-d’alhos e chicharros (carapauzinhos) com molho de vilão (Facebook).

 

Casa de Chá e Bar - Para almoços sossegados num jardim e na companhia de gatos (Facebook).

 

Praya - Restaurante de petiscos na praia de Almoxarife (Facebook)

 

Onde dormir

Quinta da Meia Eira - Casas, na freguesia de Castelo Branco, com traços de arquitetura baleeira e com uma vista deslumbrante sobre o Atlântico (Facebook).

 

Pousada da Horta - Fica no Forte Santa Cruz, que no século XVI foi a principal fortificação da ilha (Facebook).

 

Festas

Semana do Mar -  Entre a primeira e segunda semana de agosto há festa rija do Faial, uma das maiores e mais conhecidas festas dos Açores.

 

26
Ago17

São Jorge, a ilha das fajãs

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São Jorge foi a nossa terceira paragem. Apanhamos um barco da Atlântico Line, em São Roque, na ilha do Pico, às 19h30 e chegamos às 20h20 ao porto das Velas. Depois de apanharmos o carro que alugamos na rent-a-car Oásis (são 5 estrelas e não é necessário cartão de crédito) só pensávamos em comer. Contudo, pelo caminho para o Fornos de Lava (falo mais a baixo), tivemos mesmo de parar! Nunca mais me vou esquecer daquela vista e daquele pôr do sol esplendoroso! Nenhuma foto faz jus aquela beleza... mas deixo-vos aqui uma amostra...

 

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Apesar das fajãs serem comuns no arquipélago, é nesta ilha que estes acidentes geográficos, com uma montanha de um lado e o mar do outro, são em maior número...São mais de 70 fajãs onde, na maioria delas, a beleza é tão grande como inacessível. Os carros só nos levam até determinado ponto, num caminho de curvas e contra-curvas que muitas vezes amaldiçoei, as botas de montanha são aconselháveis e a água mineral foi a nossa melhor amiga. Mas, vale mesmo a pena! A natureza está intocável, o mar e o céu cruzam-se num só com o Pico sempre a espreitar no horizonte e os segredos guardados nestas paisagens virgens deram-nos uma experiência inesquecível.

 

O que vimos em 2 dias:

Dia 1

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Fajã da Caldeira do Santo Cristo - É a fajã mais afamada de São Jorge e o seu ex-líbris. Para lá chegar pode escolher dois caminhos: a partir da Fajã dos Cubres (1 hora para cada lado) ou a partir da Serra do Topo que dizem ser o caminho mais bonito, com uma cascata pelo meio, mas também o mais longo e mais duro. Ah! Estamos a falar de caminho feito a pé. É que nesta fajã não entram carros. Os únicos veículos motorizados que entram são motas de quatro rodas, com horas estabelecidas e, normalmente, só para levarem carga.

 

Nós escolhemos o caminho mais curto. E, verdade seja dita, chegamos mortas. Contudo, quando começamos a ver este postal onde a natureza se encontra no seu estado mais puro, onde de um lado temos mil verdes e do outro uma lagoa separada por uma pedras do oceano... ficamos sem palavras. A paz de um lugar tão remoto, onde existe apenas um café, onde já viveram mais de 200 pessoas mas hoje não passam de 10, onde se ouvem os pássaros, o mar a bater nas rochas e, de vez em quando, um "bom dia" ou "boa tarde" é indescritível...só vivendo...

 

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Se tivéssemos mais tempo em São Jorge gostaria de ter pernoitado aqui. Nesta fajã há um Surf Camp (Site Caldeira Guesthouse & Surfcamp) com paddle e surf e... muitas histórias para contar. A Igreja de Santo Cristo é disso exemplo. Foi erguida no século XIX e é, ainda hoje em dia, um dos principais locais de culto dos jorgenses. Reza a lenda que foi construída depois de um homem ter encontrado uma imagem do Senhor Santo Cristo a boiar nas águas da lagoa. O homem terá levado a imagem para sua casa, mas no dia seguinte esta voltou a aparecer na caldeira. Esta situação terá acontecido durante vários dias até que o jorgense decidiu construir uma igreja em honra do Senhor Santo Cristo e colocar a imagem no seu altar de onde esta nunca mais saiu.

 

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Envoltas em mistério estão também as amêijoas que começaram a aparecer na lagoa da fajã, há mais de 100 anos, e ainda hoje não se sabe como e quem as introduziu. O que se sabe é que são deliciosas e que pode provar esta iguaria no único café da fajã, o Café Borges. Aqui há também meia dúzia de pratos rápidos, mas leve dinheiro que o multibanco teima em não funcionar. No fim deixe uma memória da sua passagem no tecto do café.

 

Fajã dos Cubres 

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Apesar da Fajã da Caldeira do Santo Cristo ter um misticismo difícil de explicar, a Fajã dos Cubres foi a minha preferida (foto acima e primeira foto deste post). É calma, exótica, lindíssima e com várias lagoas por onde pode passear. É também ideal para os amantes da observação de aves. Não é por isso de estranhar que esta Fajã seja uma das finalistas das 7 maravilhas de Portugal, categoria aldeias do mar.

 

Fajã do Ouvidor

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Esta fajã é um dos principais locais de veraneio da ilha devido às suas encantadoras piscinas naturais com águas límpidas e temperaturas amenas. A poça Simão Dias e a poça do Caneiro são as mais requisitadas. Nós optamos pela Simão Dias e não nos arrependemos. Uma piscina super calma, com água transparente, muitos peixinhos e um recorte encantador.

 

Espécies – E porque o mar dá fome, quando saímos da piscina passamos num café para provar as Espécies, um bolo típico da ilha à base de especiarias (daí o nome) como erva-doce, pimenta, canela, noz moscada, etc. Confesso que me fez um bocadinho de espécie. Mas uma das minhas amigas gostou. Pode experimentar em todos os cafés e lojas da ilha.

 

Dia 2

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Café Nunes - A Fajã dos Vimes guarda um segredo que está cada vez menos escondido: o único café produzido na Europa. São cada vez mais os turistas que vêm a esta fajã à procura do Café Nunes, ou o Café da Fajã. De acordo com o Senhor Nunes, que está atrás do balcão a servir esta preciosa bebida há cerca de 20 anos, algures no século XIX um jorgense voltou do Brasil com uma planta de café. A árvore prosperou no microclima desta fajã e espalhou-se por muitos dos habitantes desta ilha. Contudo, na década de 80, com  a vulgarização dos cafés, perdeu importância e apenas a família Nunes continuou a plantar, apanhar, torrar e moer o café que hoje servem no seu estabelecimento. O café é do tipo arábiaca, tem um aroma intenso e custa 1€. Parece caro, mas vale mesmo a pena.

 

Fábrica das conservas de Santa Catarina – Desculpem as outras fábricas de conservas, mas estas são realmente as melhores. Já não se fazem visitas à fábrica, mas ao lado desta existe um quiosque onde se vende atum de todas as formas e mais algumas. Há atum com pimenta da terra, com molho cru (molho açoriano), com batata doce, com gengibre, tomilho, caril, manjericão e por aí fora. 

 

Queijo da Ilha

 

O Queijo da Ilha é um dos cartões de visita de São Jorge. Por toda a ilha há fábricas de lacticínios que pode visitar para saber como é feito o queijo. Escolhemos a Cooperativa da Beira e gostamos muito. Ficamos a saber que a receita desta iguaria tem origens no século XVI e muitos outros pormenores (além de tirarmos uma foto todas equipadas como podem ver acima haha ). No fim aproveitamos para comprar queijos e doces na loja da Cooperativa.

 

Velas –  É a maior vila de São Jorge. Foi construída à volta do porto e no centro vai encontrar uma das praças mais bonitas do país. O Jardim da Praça da República está bem tratado e é ideal para ter interessantes conversas com os locais ao final do dia. No seu centro tem um coreto vermelho e uma gaiola com pássaros e à sua volta vários cafés onde pode beber uma Kima fresquinha.

 

O que gostaríamos de ter feito também:

Ponta dos Rosais – Tentamos visitar esta zona, no extremo noroeste da ilha, no nosso segundo dia, mas a chuva e o nevoeiro impediram-nos. Dizem que desta ponta, que tem um misterioso farol abandonado, vê-se várias ilhas. O trilho deve ser feito ao pôr do sol para dele tirar melhor partido. Aqui localiza-se também uma das principais zonas para a observação de aves marinhas e o Parque Florestal das Sete Fontes, onde se pode observar várias espécies endémicas como as criptomérias e as azáleas.

 

Torre sineira abandonada – A erupção de 1808 destruiu grande parte da povoação, mas deixou intacta a torre de uma igreja que até hoje permanece ali misteriosa e fantasmagórica.

 

Topo – Antiga vila, com pitoresco porto de pesca onde desembarcou Willem van der Hagen, responsável pelo início da povoação da ilha. O ilhéu do Topo, em frente à vila, é uma das zonas e de pastagem mais ricas e onde o gado chega a nado.

 

Pico da Esperança – É o ponto mais alto da ilha e oferece e uma vista panorâmica sobre as outras ilhas do grupo Central.

 

Canyoning – Tal como já falei aqui, São Jorge é dos melhores locais do País para praticar esta atividade. As arrebatadoras cascatas e as verdejantes montanhas proporcionam uma simbiose perfeita entre natureza, aventura e águas cristalinas (Discover Experience Açores).

 

Onde comer

Fornos de Lava 

 

Apesar das mãos que cozinham neste restaurante serem de um galego, é comida tradicional, confeccionada com produtos locais e cozinhada num forno de lenha, que aqui é servida. De sublinhar o peixe fresco e a qualidade das carnes (Facebook). Adoramos o espaço, a vista e o atendimento.

 

Maré Viva – Reabriu em maio deste ano e é um dos restaurantes com melhor vista do arquipélago. Fica na Fajã das Almas e tem vista para a vizinha ilha do Pico (mais info).

 

Onde dormir

Pousada de São Jorge – Nós escolhemos este alojamento na Calheta por ser o mais barato e, por essa razão, ficamos surpreendidas pela simpatia e pelas condições que esta pousada tem. Os quartos são ótimos, a decoração é simples e juvenil, há um bar com matraquilhos, wi-fi, computador e muitos livros sobre a ilha e o arquipélago. (Facebook)

 

Quinta de São Pedro – Nesta quinta, onde o silêncio só é quebrado pelo chilrear dos pássaros, ou pelo som das ondas, pode pernoitar e relaxar nas camas de rede com vista para o Atlântico (Facebook).

 

Bunganvílias – Além dos quartos, este cantinho oferece aos hóspedes uma piscina com vista para a vizinha ilha do Pico e um pequeno-almoço preparado com produtos locais (Facebook).

 

Festas

Semana Cultural das Velas – É uma das maiores festas da ilha e decorre no início de julho.

Festa dos Rosais – Realiza-se na segunda semana de agosto.

06
Ago17

Pico, a ilha montanha

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A forma mais bonita de chegar ao Pico é de barco a partir da vizinha ilha do Faial. A viagem dura cerca de 30 minutos e é encantadora. Passamos pelos ilhéus 'Em Pé' e 'Deitado' e vemos a imponente montanha a aproximar-se de uma forma magestosa. 

 

Foi dessa forma que fomos para a ilha montanha. Depois de voarmos de Lisboa para a Terceira na SATA Internacional (veja aqui como foi a nossa escala), voamos para o Faial num inter-ilhas com a mesma companhia aérea e seguimos para o Pico, no mesmo dia, com a Atlântico Line, pois queríamos apanhar as Festas de Santa Maria Madalena. Se preferir ir de avião, há três voos diretos por semana de Lisboa para o Pico, aos sábados, segundas, e quartas.

 

O que vimos em 2 dias:

Dia 1

 

 

 Vinhas da Criação Velha - Tivemos a sorte de ficar numa adega rodeada pelas afamadas vinhas da Criação Velha, com vista para o Faial de um lado e para a montanha mais alta de Portugal do outro (obrigada Padrinho :). No dia seguinte à chegada, percorremos a paisagem labiríntica de muros de pedra – declarada Património Mundial da UNESCO – que protegem os milhares de videiras que escondem tesouros de uma ilha de vinicultores.

  • Produz-se vinho no Pico desde o século XVIII e, embora as outras ilhas também o façam, é aqui que se faz mais e de uma forma mais estável. Garrafas de vinho do Pico já foram exportadas até para czares da Rússia. Há licorosos de vários géneros, mas a aposta é sobretudo nos vinhos brancos, que juntam lotes de verdelho, terrantez e arinto. Provamos o Terras de Lava (branco e rosé) e adoramos. 

 

Observação de cetáceos –  Depois de visitarmos as vinhas da Criação Velha, na vila da Madalena, fomos para a vila das Lajes (+/- 40 minutos de carro) para colocarmos em prática uma das atividades mais esperadas da nossa viagem: ver baleias e golfinhos. As águas que rodeiam este arquipélago são um autêntico oásis para quem gosta de observar espécies marinhas. Mas é nas ilhas do triângulo (Pico, São Jorge e Faial) que há mais certezas de navegar junto aos imponentes e calmos cetáceos. Há até quem diga que em 90% das viagens de barco do Pico aparecem golfinhos.

 

 

Optamos por fazer a viagem com o conceituado Espaço Talassa. O preço por pessoa são de 64 euros em época alta. Podem achar caro, mas valeu cada cêntimo. São quatro horas de pura adrenalina e muita ansiedade. Depois de um briefing para explicar as espécies que podemos avistar, as medidas de segurança e de proteção do ambiente, partimos para o mar com um skiper e uma biologa marinha. Aqui é preciso paciência. Quem manda são os animais, que dão o ar da sua graça quando e como querem. Depois de quase meia hora de espera (a tirar algumas selfies no mar infinito que nos rodeava) apareceram as primeiras baleias de bico. A partir daí foram duas horas de 'wows'. Cachalotes, tartarugas e até dois tipos de golfinhos diferentes. Foi uma experiência inesquecível que recomendo a qualquer pessoa que seja apaixonada por mar.

 

 

 

Museu dos Baleeiros – A tradição baleeira faz parte da identidade dos Açores e foi da Vila das Lajes, no Pico, onde esta prática era mais regular, que saiu o último bote de caça ao cachalote. Com a proibição da caça à baleia, em 1987, temia-se o desaparecimento das tradições, mas os picarotos moldaram-se. Além da observação das baleias, passaram também a utilizar os botes para fazer regatas e ergueram vários museus dedicados a este costume. O Museu dos Baleeiros, nas Lajes, está aberto de terça a domingo das 10h00 às 17h00. A entrada custa 2€ e ao domingo é gratuita.

 

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Forte de Santa Catarina – Depois de dar um mergulho no 'portinho', no centro da vila, fomos visitar o Forte de Santa Catarina, construído no século XVIII para defender a vila das Lajes dos ataques de piratas. Agora é um Posto de Turismo e Artesanato, onde além da vista deslumbrante para a montanha do Pico (que espreita em toda a ilha e arredores) pode adquirir recordações.

 

Dia 2

 

 

 

Arcos do Cachorro – Toda a costa do Pico é recortada por baías e meandros de lava com formações curiosas. Os Arcos do Cachorro, na freguesia das Bandeiras, são disso exemplo. Uma zona constituída por túneis, grutas e arcos, onde existe uma insólita escultura rochosa semelhante ao focinho de um cão.

 

Vila de São Roque - Esta pequena vila tem também uma forte tradição baleeira. Junto ao porto tem um museu construído numa antiga fábrica da especialidade, um monumento aos baleeiros e vários botes em exposição onde os turistas aproveitam para tirar fotos. Numa das pontas da vila tem também umas piscinas naturais ótimas para dar um mergulho.

 

O que gostaríamos de ter feito também:

Subir ao topo de Portugal – Há 750 mil anos, surgiu das profundezas do oceano o vulcão que deu origem a uma das 7 maravilhas de Portugal. Com uma altitude superior a 5 mil metros, dos quais 2351 descobertos, a Montanha do Pico não é só a mais alta como a mais recente do País. As cinco horas de caminhada (feitas com um guia) até ao cume do Pico são fatigantes, mas diz que fez que a vista sobre todas as ilhas do grupo central compensa.

 

Museu do Vinho – Localizado na Casa Conventual dos Carmelitas, na Madalena, este museu conta a história das vinhas do Pico, organiza visitas aos currais e provas de vinho. Funciona de terça a sexta das 9h15 ao 12h30 e das 14h00 às 17h30; Aos sábados e domingos o horário de visita é das 14h00 às 17h30.

 

Gruta das Torres – Esta gruta oferece uma viagem pelo interior da ilha do Pico. É constituída por uma cavidade vulcânica com um tubo lávico de 15 metros de altura e vários túneis vizinhos de menores dimensões, onde pode observar várias formações geológicas, como estalactites e estalagmites.

 

Planalto da Achada – Com cerca de 30 km de extensão, esta cordilheira vulcânica é dos locais mais importantes dos Açores no que respeita a vegetação endémica. Situa-se entre a Lagoa do Capitão e a Ponta da Ilha, tem cerca de 200 cones vulcânicos e abriga dezenas de turfeiras, charcos e lagoas. Um ótimo local para fazer uma relaxante caminhada.

 

Festas

Festas Santa Maria Madalena – No final de julho, a Vila da Madalena homenageia a Santa homónima com muita festa. E nós estivemos lá! 

 

 

Festas do Cais de Agosto – Realizam-se em São Roque, na primeira semana do mês.

 

Semana dos Baleeiros – Durante a última semana de agosto a Vila das Lajes enche-se de muita música, comida e bebida.

Onde dormir

Pocinhobay – Este hotel, na Vila da Madalena, é um autêntico pedaço do paraíso. Se as vistas, ora para a vizinha ilha do Faial, ora para a zona protegida da vinha do Pico, são deslumbrantes, o design do espaço, que alia o conforto da modernidade à arquitetura tradicional da ilha, é igualmente soberbo. Ponto a favor também para o atendimento que prima pela simpatia (Facebook).

 

Aldeia da Fonte – Situado numa falésia da Vila das Lajes, sobre o Atlântico, com vista para a Montanha do Pico, este hotel oferece uma estadia confortável e cheia de charme. No restaurante, a cozinha de autor dá uma nova vida aos sabores locais (Facebook).

 

Onde comer

 

Cella Bar – Já vos falei deste bar, da Vila da Madalena aqui. Foi considerado o bar mais bonito do mundo e além do elegante edifício tem uma vista fantástica para os ilhéus ‘Deitado’ e ‘Em Pé’. Este espaço é também restaurante e palco para sunsets e música ao vivo (Facebook). Adoramos o entrecosto com molho barbecue e a mousse de chocolate belga.

 

O Ancoradouro – Um dos melhores restaurantes da ilha fica na Vila da Madalena. O Caldo de Peixe à moda do Pico é o prato mais cobiçado (Facebook).

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