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Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

28
Mai17

Jardim Zoológico de Lisboa faz 133 anos

NNC

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O Jardim Zoológico comemora este domingo, 28 de maio, 133 anos de existência, mas quem vai receber as prendas são os visitantes.

 

O Zoo proporciona um dia em cheio, com “retratos de rua”, visitas guiadas, presentes, jogos, pinturas faciais, descontos na bilheteira e muitas outras surpresas.

 

Além disso, todos os visitantes que comemorem o aniversário neste dia têm entrada gratuita no parque zoológico e botânico desde que se façam acompanhar pelo documento de identificação.

 

História

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Se há lugar incontornável para passar um dia em família é com certeza o Jardim Zoológico de Lisboa. O espaço amplo e bem organizado, com 330 espécies e mais de 2000 hóspedes, é para muitas crianças o primeiro contacto com animais selvagens que só conhecem dos livros, da internet ou da televisão. Mas se uma visita ao Zoo faz as delícias dos mais pequenos, também os adultos ficam rendidos a este espaço.

 

Ao longo dos anos, foram muitas as mudanças e transformações. As jaulas deram lugar a espaços projetados para simular o habitat natural de cada espécie e há cada vez mais cuidado com a interação entre humanos e animais. Uma das grandes atrações nas décadas de 80 e 90 era o elefante que tocava um sino em troca de amendoins. Apesar de parecer um espetáculo inofensivo, a verdade é que não é um comportamento natural dos elefantes, e a nova política do zoo pretende evitar tudo aquilo que é provocado pelo homem. Mas as novidades não acabam por aqui.

 

O Bosque Encantado foi renovado; além da apresentação dos répteis e das aves em voo livre, tem agora um parque de merendas onde poderá almoçar calmamente com toda a família.

 

A tapada do lince-ibérico (o felino mais ameaçado do Mundo) é também recente. O casal de linces Azahar e Gamma chegou à capital em 2014 e desde aí que encanta os visitantes, contribuindo para a missão do Zoo de alertar a população para a preservação e conservação de espécies em vias de extinção. E se estas novidades já não bastassem para o convencer a (re)visitar o Zoológico de Lisboa, há ainda atrações que por mais anos que passem continuam a ser arrebatadoras.

 

A alimentação dos afáveis leões-marinhos e a apresentação dos golfinhos são dos momentos mais mágicos e mais esperados por quem visita o Zoo. Durante o espetáculo, ouvem-se ‘gritinhos’ de espanto a cada proeza destes simpáticos cetáceos. E, no fim, o sorriso rasgado estende-se a todos, sem género ou idade.

 

Para completar este cenário ternurento, aproveite para conhecer as crias que nasceram este ano; Termine o dia com um passeio de comboio ou com uma emocionante viagem de teleférico.

 

O que não pode de deixar de visitar no Zoo

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O mais antigo

Girafas - Neste espaço, temos o membro mais antigo do Zoo de Lisboa, a girafa Java, e dois dos mais novos, duas crias que nasceram em 2014. A girafa-de-angola (Giraffa camelopardalis angolensis) é o animal mais alto do Mundo, podendo só o seu pescoço medir dois metros. A cor e o padrão da pelagem variam conforme a zona geográfica.

O mais pesado

Elefantes - É o maior animal terrestre e o mais pesado do Jardim Zoológico de Lisboa. Apesar de já não tocarem o sino quando os visitantes lhes dão amendoins, continuam a ser das espécies que mais prendem a atenção do público. A sua grandiosidade fascina, ao mesmo tempo que pede respeito.

Bosque encantado

Aves em voo livre - É no Bosque Encantado que se realiza esta espetacular demonstração de voo, onde se pode observar esplendorosas aves cruzar os céus e aterrar junto aos visitantes. Durante a apresentação, pode ainda ficar a conhecer mais sobre os ecossistemas das espécies ali representadas. As araras, a águia e o falcão são as aves preferidas dos visitantes.

A mais ameaçada

Órix de Cimitarra - O Zoo de Lisboa orgulha-se de ter assistido este ano ao nascimento de uma cria de órix-de-cimitarra, espécie extinta na Natureza desde 2000. A cria representa uma vitória importante no trabalho realizado pela conservação desta espécie, que passou de abundante a extinta em apenas algumas décadas devido à caça intensiva, aos longos períodos de seca, à desertificação e à redução de habitat natural.

Alerta

Alimentação de leões-marinhos - Nesta apresentação, os visitantes podem observar a alimentação e comportamento dos leões-marinhos, ficar a conhecer as diferenças entre estes simpáticos animais e as envergonhadas focas e ainda ouvir uma mensagem de consciencialização sobre a preservação do meio ambiente e dos animais. Esta espécie sociável e curiosa, que se alimenta de peixe, tem em adulto uma coloração escura no dorso e dourada no peito. O macho, claramente maior que a fêmea, distingue-se pela cabeça e pescoço maciços. Durante o show, pode saber mais curiosidades.

Viagens

Passeio de comboio ou teleférico - Sempre com o objetivo de conhecer melhor os animais, o Jardim Zoológico de Lisboa disponibiliza dois serviços que oferecem aos visitantes passeios diferentes pelo espaço. Durante a viagem de comboio, são transmitidos conhecimentos sobre cada espécie, enquanto o teleférico oferece uma viagem emocionante que atinge o auge de adrenalina quando se passa por cima da encosta dos leões.

 

A mediática e mágica baía dos golfinhos

 

Abriu em 1995 e foi desde logo um êxito. Sucesso que se mantém 20 anos depois. A Baía dos Golfinhos é um dos melhores delfinários da Europa e pioneira na apresentação de golfinhos e leões-marinhos em simultâneo na mesma exibição. Neste aquário, decorado como uma vila piscatória, realiza-se um dos espectáculos mais divertidos e populares do Zoo, combinando, numa só apresentação, acrobacias e informações sobre as características e comportamentos destes dóceis e simpáticos animais.

 

As exibições têm uma duração de 45 minutos, mas que parecem 10. O entusiasmo das crianças no colo dos pais alia-se às gargalhadas e aos ‘uau’ que saem das suas pequenas bocas. Mas não pense que este é um espetáculo só para crianças, até os mais velhos se regozijam com as proezas dos quatro cetáceos que, apesar de não terem nascido em terras lusas, parece sentirem-se em casa, ao reproduzirem muitos dos seus comportamentos naturais, como transportar objetos e brincar na água, durante os espectáculos.

 

O fascínio pelos mediáticos golfinhos e leões-marinhos é tanto que, no final do show, crianças e adultos fazem fila para tirar fotografia com estes animais.

 

Agora já tem onde deixar o seu animal exótico quando for de férias

 

Começam a nascer por todo o País hotéis onde pode deixar os seus animais de companhia quando for de férias. Contudo, o Pet Hotel, localizado no Jardim Zoológico de Lisboa, não recebe só animais domésticos, como cães e gatos. Recebe também aves, roedores e até répteis. Uma mais-valia para os amantes de animais exóticos, que a partir de agora podem contar com uma equipa de médico-veterinários com vasto conhecimento na área.

 

Recuperar energias no restaurante Savanna

O Zoo de Lisboa tem várias espaços para recuperar energias. O mais recente é o Parque de Merendas, onde pode levar a lancheira e fazer uma refeição mais em conta para toda a família. Contudo, também pode almoçar ou lanchar no Savanna, um restaurante self-service com cafetaria, onde poderá desfrutar de uma refeição equilibrada e saudável e ainda fazer uma pausa relaxante. O ambiente tranquilo e a oferta gastronómica vai agradar filhos, pais e avós. Há menus que incluem sopa, prato principal, bebida e sobremesa adequados a todas as carteiras. Com capacidade para 240 pessoas, este espaço pode ser também palco para eventos particulares ou de empresas. Além destas duas possibilidades, o Jardim Zoológico de Lisboa oferece também serviços como cafetaria, geladaria e até o conhecido restaurante de fast-food norte-americano McDonald’s.

 

Preços, parcerias e atividades em família

Em tempos de crise, a visita ao Zoo deixou de ser por impulso e passou a ser um programa planeado. Os preços, geralmente fixos, variam se for cliente de parceiros do Zoo, como a CP e a Caixa Geral de Depósitos.

 

As visitas de estudo também têm preços especiais, que podem ser consultados no site do espaço. Além das entradas, há atividades que têm um custo acrescido, mas que despertam o interesse de cada vez mais pessoas.

 

As festas de aniversário, com programas adequados a várias idades e diferentes bolsos, conquistam os mais novos, mas são os Sábados Selvagens – percurso temático com visita a bastidores, onde pode descobrir os processos diários de tratamento e alimenta- ção dos animais – que conquistam toda a família.

 

Preços

Crianças até 2 anos – grátis

Criança (3-11 anos) 13,50 €

Adulto – 19,00 €

Sénior (+65 anos) 15,00 €

Morada

Rua Marechal Humberto Delgado, 1549-004 Sete Rios

Telefone 217 232 910

Site www.zoo.pt

 

Já há três anos tinha escrito sobre o Jardim Zoológico no Perdida por Lisboa. Clique aqui para recordar o post.




28
Abr17

A beleza do caos do Panorâmico de Monsanto

NNC

 

Tal como muitas pessoas tenho fascínio por edifícios abandonados. O mistério, a energia e o misticismo ligado a estes espaços deslumbra-me, mas nunca um caso me impressionou tanto como o do Restaurante Panorâmico, em Monsanto.

 

A história que envolve este prédio, a vista (que é só a melhor vista de Lisboa) e a beleza de um edifício que já foi um dos mais luxosos da capital e hoje está destruído e vandalizado, é emocionante. A cada passo que damos vemos lado a lado a beleza e o caos.

 

Passado

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 Panorâmico do Monsanto, Lisboa, 1973.  / Vasco Gouveia de Figueiredo, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

 

O Restaurante Panorâmico de Monsanto foi mandado construir pela Câmara Municipal de Lisboa em 1967. Abriu um ano depois, em 68, sendo logo considerado um dos mais luxuosos edifícios da capital e quiçá de Portugal.

 

A obra, de sete mil metros quadrados, é da autoria do arquiteto Chaves da Costa. O interior foi decorado com murais de Luís Dourdil, azulejos de Manuela Madureira e painéis de Querubim Lapa.

 

Era muito frequentado pelas elites do Estado Novo e, durante décadas, recebeu muitos famosos entre os quais o já falecido David Bowie.

 

Entretanto, depois de anos nas bocas do mundo, o emblemático Restaurante Panorâmico foi encerrado. A distância da cidade, os acessos difíceis e a falta de clientela foram as razões apontadas para o abandono. Transformou-se numa discoteca, depois num bingo e até num armazém de materiais de construção civil. Em 2001 fechou definitivamente.

 

Presente

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Após mais de 16 anos de abandono, a magnificência do Panorâmico mantém-se, mas é tudo menos luxuoso.

 

O edifício sobressai dos seus 205 metros de altitude do Alto da Serafina, no Parque Florestal de Monsanto. Tem um formato circular, uma dimensão gigantesca até um acesso subterrâneo que, outrora, foi uma garagem que acolheu centenas de carros de luxo de outros tempos. Nota-se a degradação, mas é no interior que o vandalismo mais perturba.

 

No parque de estacionamento junto ao antigo restaurante há um sinal que proíbe a entrada, mas, na verdade, todos os dias passeiam por lá dezenas de pessoas. Um buraco na rede que protege a zona dá acesso ao local.

 

No interior, é possível ver entre os graffitis que algumas obras de arte resistiram. Entre o entulho, o lixo e a destruição há espaços com vidros partidos que parecem ter sido já cautelosamente colocados para tirar fotos artísticas. Há uma escadaria que faz lembrar filmes de princesas e recantos que nos fazem imaginar que se falassem teriam muito para contar. Mas é a vista, a vista panorâmica sobre a cidade de Lisboa, que é soberba e que nos faz querer permanecer ali, no silêncio, apenas a observar.

 

Futuro

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A Câmara Municipal de Lisboa garante ter planos para reabilitar o espaço, mas ainda não revelou quais e para quando.

 

A verdade é que os acessos até esta zona continuam a ser deficitários e a reconstrução deste edifício iria custar alguns milhões de euros.

 

 

 

25
Mar17

10 coisas para fazer sozinho em Lisboa

NNC

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Sou fã do ditado popular “antes só que mal acompanhado” por isso decidi criar uma lista com atividades para fazer em Lisboa quando estiver sem companhia. Parta a aventura e descubra sem medos a capital, tenho a certeza que mesmo a sós não se vai sentir sozinho.

 

1 – Fazer um curso de cozinha

Se gosta de cozinhar ou gostaria de aprender a fazê-lo aproveite e faça um curso de cozinha sozinho. Além de estar mais concentrado na aula, também pode ser o sítio ideal para conhecer pessoas com os mesmos interesses que os seus e quem sabe trocar ideias.

Destaco duas escolas pela qualidade/ preço e também pela variedade de cursos: Academia Vaqueiro (Largo Monterroio de Mascarenhas) e Academia Time Out (Mercado da Ribeira, Cais do Sodré)

 

2 – Tomar o pequeno-almoço e ler o jornal num café de esquina

Esta é das minhas atividades preferidas para fazer sozinha. Tão simples, mas que dá imenso prazer. Levantar e vestir qualquer coisinha, ir até ao café mais próximo beber uma meia de leite, comer uma torrada enquanto leio o jornal e vejo os avós da minha zona a fazerem o mesmo, mas com a serenidade de quem já não tem a pressa de viver dos jovens.

 

3 – Correr

Ao contrário da opção anterior, esta é das que eu menos gosto. Mas para quem gosta de correr (eu prefiro caminhar… e é pouquinho) é uma das melhores opções para ocupar o tempo quando não tem companhia. E Lisboa tem sítios fantásticos para fazer exercício ao ar livre. Monsanto, Belém e Marginal, são apenas alguns exemplos das dezenas de locais onde pode correr enquanto aprecia a vista.

 

4 – Festas para solteiros

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Este é o programa ideal para quem ainda não encontrou a sua cara-metade. A Speed Party organiza várias vezes ao ano festas para solteiros. A próxima é dia 29 de abril no Hotel Mundial (Praça do Martim Moniz). O encontro começa com uma welcome drink às 21h30 e com uma atividade que fará os participantes descomprimirem para o verdadeiro evento. O objetivo é conhecer entre 10 a 18 pessoas do sexo oposto e conversar com elas durante 4 minutos. No fim dos encontros pode decidir se quer ou não manter o contacto com algum dos outros participantes. Há duas sessões de speed dating disponíveis. Uma para pessoas dos 24 aos 35 anos e outra para idades entre os 35 e os 40. O evento tem um número limitado de lugares por isso se tiver interesse o melhor é inscrever-se antes através do site Speed Party. Os homens entre os 24 e os 35 anos pagam 29 euros, as mulheres 25. Se tiver entre 35 e 40 anos o valor é de 27 euros para os dois sexos.

 

5 – Visitar Museus
Verdade seja dita, quando vai acompanhado a museus, não presta tanta atenção como se fosse sozinho, há sempre troca de palavras ou alguma distração. Por isso aproveite a oportunidade e conheça alguns dos museus de Lisboaalone! O novo Museu do Coche e o MAAT são boas opções. Mas há mais de 50 museus na capital à espera de uma visita. No site da Câmara Municipal de Lisboa tem mais informações para que possa escolher o mais adequado aos seus gostos. E a melhor notícia de todas é que aos domingos e feriados, até às 14h00, as entradas são gratuitas!

 

6 – Aulas de dança

Adoro dançar e apesar de ter um bocadinho de vergonha, já fui balançar um pouco ao B.leza onde ensinam a dançar kizomba todos os domingos (já escrevi sobre este espaço aqui). Se gosta de ritmos africanos, mas prefere outro dia da semana, pode sempre optar pelo Barrio Latino, em Santos. Para os amantes do tango todas as quartas-feiras há milongas num local diferente de Lisboa que é anunciado na página de Facebook Tango na Rua. Em nenhum destes casos precisa levar par, basta levar descontração e algum ritmo.

 

7 – Relaxar num Spa

Está a precisar de relaxar não é? De descansar, tirar aquelas dores nos ombros, o peso das pernas. Mesmo que não esteja, todas as desculpas são boas para cuidarmos de nós próprios. E agora, com a ajuda da MyGon, temos a possibilidade de fazer isso tudo e muito mais a preços bastante apelativos. Basta clicar na categoria Spa e Massagens e ver selecionar a melhor opção para si. Eu aconselho a Massagem Especial de Relaxamento no corpo inteiro com pedras quentes e óleos essenciais no Float in Spa, em Picoas. Se reservar através da MyGon tem um desconto de 30%.

 

8 – Mais vale vinho que mal acompanhado

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Sabia que há uma sala de provas de vinho em Lisboa? Eu descobri este segredo há pouco tempo e fiquei maravilhada! Chama-se Vini Portugal, fica na Rua Mouzinho da Silveira, e pode ir lá experimentar vinhos a preços muito convidativos. À entrada compra um cartão que pode carregar com dinheiro e usá-lo numa máquina que serve vinhos portugueses a partir dos 0.50€ ao copo. Tenha é cuidado para não se enfrascar pois vai ter de encontrar o caminho para casa sozinho.

 

9 – Comprar na Feira

A mais conhecida é a Feira da Ladra. Aqui tudo se compra e se vende e o melhor é estar sozinho para não perder ‘aquele negócio’. Realiza-se no Campo de Santa Clara todas as terças e sábados. Já a Feira das Almas é uma feira alternativa e gratuita onde lado a lado convivem designers de moda e vendedores vintage. Realiza-se no primeiro sábado do mês numa antiga fábrica de vidro, nos Anjos.

 

10 – Ver aquele filme que mais ninguém quer ver

Se quer ver a 'Bela e o Monstro' e ninguém quer ir consigo, ou se prefere filmes mais alternativos que passam na Cinemateca ou no Monumental mas não arranja companhia, não se acanhe. Vá ao cinema sozinho! Vai ver que ainda sai a ganhar, é que assim não tem de dividir as pipocas.

03
Mar17

Um jardim com vista panorâmica sobre Lisboa

NNC

 

O miradouro de São Pedro de Alcântara é dos mais conhecidos, mais visitados e mais bonitos de Lisboa.

 

Está localizado no jardim com o mesmo nome, onde bustos de figuras históricas contemplam lado a lado com os turistas esta vista panorâmica sobre Lisboa. O Castelo de São Jorge e as suas muralhas, o Martim Moniz, a Baixa, a Mouraria, Alfama e até o Rio Tejo estão presentes neste postal ilustrado da capital portuguesa que ao entardecer torna-se ainda mais encantador.

 

No terraço ajardinado há ainda uma fonte, um telescópio, um quiosque e bancos com sombras das árvores plantadas por todo o jardim, onde pode aproveitar para descontrair enquanto admira a cidade das sete colinas.

 

À noite, o miradouro de São Pedro de Alcântara transforma-se num popular ponto de encontro para os jovens lisboetas que param aqui antes de seguir para a famosa noite do Bairro Alto.

 

Para lá chegar o melhor é subir a Calçada da Glória a pé ou no elevador homónimo se estiver nos Restauradores. E se tiver mais perto do Largo de Camões o melhor é subir a Rua da Misericórdia e de seguida a de São Pedro de Alcântara.

 

Coordenadas:

Jardim de São Pedro de Alcântara

1200-470 Lisboa

 

 GPS

 Latitude: 38.715143
 Longitude: 38.715143

 

 Metro: Cais do Sodré, Baixa Chiado, Restauradores, Avenida

ou

 Elevador da Glória

28
Jan17

Passear por Lisboa em tuk tuk

NNC

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Foi em 2010, em Coimbra, que o primeiro tuk tuk chegou a Portugal. Mas foi a partir de 2012 que a moda pegou.

 

Cinco anos depois, são centenas os veículos espalhados por todo o território nacional. Até nas regiões autónomas estes triciclos com cabine para transporte de passageiros já estão disponíveis, mas é em Lisboa que se concentra o maior número de tuk tuk.

 

Cerca de 100 veículos, de mais de uma dúzia de empresas, oferecem aos turistas um serviço inédito. Ao apanhar boleia de um tuk tuk, os passageiros embarcam numa viagem que alia passeio, história, cultura e humor.

 

Os motoristas, que acabam também por ser guias e contadores de histórias, são jovens, quase todos licenciados, falam várias línguas e recebem formação específica para explicar de uma forma criativa os segredos da capital.

 

Os circuitos são muitos. Os que incluem Alfama e Belém os preferidos. Os preços variam de acordo com o tempo da viagem, o número de pessoas e os locais a visitar.

 

Até celebridades internacionais já se renderam ao encanto desta nova forma de visitar Lisboa. Grazielli Massafera é um dos exemplos. A atriz brasileira publicou fotos da sua passagem por Portugal, em 2014, onde aparece dentro de um tuk tuk.

 

No mesmo ano, nas maiores festas da capital, o transporte da igreja para o copo de água dos noivos de Santo António foi feito através de vários tuk tuk.

 

Ao contrário do que acontece nas grandes cidades da Índia e do Sudoeste Asiático, de onde são oriundos os tuk tuk e onde funcionam como táxis, em Portugal estes veículos são um meio de transporte turístico.

 

Apesar dos preços serem um bocadinho altos para os bolsos da maioria dos portugueses, num dia especial, vale a pena conhecer Lisboa desta forma.

 

A capital em 60 minutos e três rodas

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Eu fiz o passeio com a Tuk Tuk Tejo e adorei perder-me em cima de três rodas por Lisboa. Foram 60 minutos muito divertidos onde aprendi mais sobre esta linda cidade.

 

A aventura começou na Praça do Comércio, de seguida passamos pela Igreja de Santo António onde o motorista-guia Luís revelou que muitas mulheres pedem para parar neste local porque querem pedir ao santo casamenteiro um marido.

 

Depois de conseguir arrancar-me uma gargalhada, seguimos para o Miradouro das Portas do Sol. Nesta varanda sobre Alfama, Luís explica os símbolos da capital: estátua de São Vicente (santo padroeiro da capital), a barca e os dois corvos que fazem parte do brasão de Lisboa.

 

Já em frente à , a concentração de tuk tuk revela que estamos num ponto de paragem obrigatória. São centenas os turistas que tiram fotos à catedral, conhecida também por igreja de Santa Maria Maior e sede do Patriarcado de Lisboa.

 

Segue-se o Panteão Nacional. Ao passar por este monumento, o guia conta mais uma curiosidade. O ditado popular “é como as obras de Santa Engrácia” deve-se ao facto de a construção da igreja de Santa Engrácia, onde hoje é o Panteão, ter demorado cerca de 350 anos a ficar concluída.

 

A passagem pelo Castelo de São Jorge é breve, mas nos poucos minutos que lá paramos consegui imaginar uma Lisboa de outros tempos.

 

E chegamos ao “local preferido dos turistas” confessa o motorista-guia ao estacionar o tuk tuk junto ao Miradouro de Nossa Senhora do Monte. O que vejo a partir daqui é realmente arrebatador: uma vista panorâmica da capital portuguesa.

 

De novo sentada no tuk tuk, sou informada que o próximo destino é Alfama. Os moradores do bairro mais antigo de Portugal cumprimentam Luís como se fosse um velho amigo, e este retribui, ora com piadas, ora a perguntar pela ementa disponível para o jantar. “É aqui que se sente o verdadeiro espírito bairrista”, conta enquanto conduz pelas pequenas e apertadas ruelas com estendais nas varandas das casas.

 

Dizem que o fado nasceu em Alfama, e é no final deste bairro que se localiza o museu que conta a história deste símbolo nacional, que é também Património Imaterial da Humanidade e onde termina o meu passeio.

 

Saiba mais sobre a moda dos tuk tuk em Portugal no meu artigo publicado no site do Correio da Manhã aqui

 

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