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Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

11
Jan18

A luz do Miradouro Nossa Senhora do Monte

 

Hoje vou falar-te sobre o meu miradouro preferido de Lisboa: o Miradouro Nossa Senhora do Monte, na Graça.

 

Já foi um dos segredos mais bem guardados da cidade, mas hoje em dia é dos miradouros mais frequentados por turistas (e não só). Apesar de ser difícil ter um momento de sossego aqui, ou tirar uma foto sem pessoas no ângulo, continua a valer a pena visitá-lo, pois é só a melhor vista sobre Lisboa e a preferida dos turistas, segundo me confessou um motorista de tuk-tuk, durante um passeio que já vos falei aqui.

 

Desta visão panorâmica sobre a capital é possível observar a Igreja da Graça, o Castelo de São Jorge, o Tejo e a outra margem, a mistura cultural do Martim Moniz e os telhados da Mouraria, a Baixa Pombalina, o Parque de Monsanto, a Avenida Almirante Reis, etc. Se te perderes na imensidão da paisagem podes sempre recorrer ao painel de azulejos presente no miradouro onde estão identificados todos os monumentos.

 

Para além da paisagem, vale a pena reparar na imagem da Virgem que dá o nome ao miradouro e na capela por trás dela. A Ermida da Senhora do Monte foi construída em 1796 depois da pequena igreja dedicada a São Gens ter sido destruída no terramoto de 1755. Dentro da capela, está a famosa cadeira de Gens que, conta a lenda, garante um parto mais fácil às grávidas que ali se sentarem.

 

Ao lado da capela, numa parede velha, uns azulejos em tons azuis relembram o passado dos portugueses. “Boa viagem. Lisboa espera por ti”, uma mensagem de esperança para os descobridores, emigrantes e soldados que partiram em busca de novas terras ou de melhores vidas.

 

Dica: Visite este miradouro ao pôr-do-sol. A luz deste local ganha ainda mais encanto a esta hora do dia.

 

Coordenadas:

Rua da Senhora do Monte, Graça

1170-358 Lisboa

  

Transportes:

Elétrico 28

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17
Nov17

Jardins da Gulbenkian: ar puro no meio da cidade

Sabia que no centro de Lisboa, bem perto do caos da Praça de Espanha, existe um jardim com 7,5 hectares que alberga dezenas de espécies de plantas, riachos e até um lago com patos? Pois é, existe mesmo e é o local ideal para tomar um café ou estudar/trabalhar enquanto descansa os pulmões da poluição da cidade.

 

Este jardim pertence à Fundação Calouste Gulbenkian, uma instituição portuguesa criada em 1956, que desenvolve várias atividades no campo cultura e da investigação científica e de ensino.

 

Além dos jardins e da sede da Fundação, este espaço alberga também o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, um museu, uma Biblioteca de Arte, um anfiteatro ao ar livre, espaços para exposições temporárias, uma zona de congressos, uma área de restauração e uma esplanada.

 

Apesar da importância inquestionável da Fundação, tenho de ser sincera. Ainda só usufrui dos jardins e estive nos espaços de restauração. Perco-me por este oásis de ar puro. Entre os pequenos riachos, o lago, as árvores e os patinhos…vê-se pessoas a estudar, namorar, conversar e até a treinar. É uma enorme fonte de paz e boas energias que nos ajuda a encarar o ritmo frenético da cidade.

 

Outra mais-valia deste jardim é que tem um percurso para pessoas com mobilidade reduzida. Faz-se pela ala nascente, ligando a entrada principal do edifício da Sede ao edifício da Coleção Moderna.

 

Todo este magnífico espaço foi projetado pelos arquitetos paisagistas António Viana Barreto e Gonçalo Ribeiro Teles.

 

Coordenadas

Avenida de Berna 45A

1067 – 001, Praça de Espanha, Lisboa

GPS

 Latitude: 38.715143 
 Longitude: 38.715143

Metro

Praça de Espanha

São Sebastião

Horário

Aberto todos os dias, do nascer ao pôr-do-sol.

Só encerra nos dias: 25 de dezembro, 1 de janeiro, domingo de Páscoa e 1 de maio.

 

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08
Jul17

As 10 melhores praias a menos de uma hora de Lisboa

Adoro praia, as minhas folgas de verão são passadas a esturricar no areal. Todos os anos tento descobrir uma onde nunca coloquei o chinelo anteriormente. O ano passado apaixonei-me pela praia do Ribeiro do Cavalo e essa é a minha ‘number one’. Mas há mais nove, a menos de uma hora de Lisboa, que merecem destaque.

 

Segue o meu Top 10:

 

  1. Ribeiro do Cavalo

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É apontada como a praia “mais tailandesa de Portugal” e é bem verdade! O problema é o caminho de acesso… mas compensa pessoal! Compensa muito! Para lá chegar tem de seguir pela estrada de terra depois do Parque de Estacionamento junto ao Clube Naval de Sesimbra. Estacione junto às enormes pedras que colocam um ponto final nesse caminho. E encontre o trilho.

 

Esqueça as havainas, leve ténis e mochila. São cerca de 20/30 minutos a descer a arriba num caminho com ravinas, areia escorregadia e pedras instáveis. Mas pense positivo! É por isto que esta praia ainda tem pouca gente. 

 

Se preferir pode sempre ir de caiaque ou de barco. Em Sesimbra há várias empresas a fazer o transporte para o Ribeiro do Cavalo a 15/17 euros ida e volta (se reservar através do My Gon tem desconto, basta clicar aqui para ver a oferta). 

 

Ah! E esqueça documentar a aventura nas Redes Sociais. Aqui não há nem internet nem rede de telemóvel. É uma praia selvagem, por isso leve comida e água, vá de manhã e desfrute de um dia inteirinho num areal com água azul-turquesa tão clarinha que dá para ver os peixinhos. É um verdadeiro paraíso!

 

  1. Portinho da Arrábida

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É a minha segunda praia favorita perto de Lisboa. O Portinho da Arrábida parece uma pequena aldeia piscatória. Diz a lenda que foi construído por frades franciscanos para abrigar pescadores que fugiam aos piratas. Fica numa pequena enseada em pedras, com três ou quatro casas de pescadores e um restaurante. É chato estacionar, mas a cor do mar e a paisagem paradisíaca valem a pena.

 

  1. Tróia

18 quilómetros de praia com areia branca e fina, muitas pessoas, algumas esplanadas e festas e, se tiver sorte, até golfinhos. Para lá chegar o melhor é apanhar o ferry em Setúbal. A viagem dura cerca de 40 minutos e se levar o carro fica a cerca de 15 euros.

 

  1. Sesimbra – Praia da Califórnia ou do Ouro

É das praias urbanas mais bonitas. O mar é transparente e não tem tanta gente como as praias da linha ou da Caparica. Aproveite o final do dia para comer peixinho e marisco fresco num dos muitos restaurantes desta vila piscatória.

 

  1. Galapinhos

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                                                                                                                                            Photo credit: pierre*peetah via Visualhunt.com / CC BY-ND

 

Foi eleita pelo European Best Destinations a melhor praia da Europa, e é realmente muito boa. O pior é mesmo o estacionamento e os acessos e com esta distinção a coisa ainda deve complicar mais. Para lá chegar é só ir até aos Galapos e depois seguir por uma descida acentuada, com uma centena de metros, entre vegetação. É preciso ter cuidado e calma, mas depois de fazer o Ribeiro do Cavalo isto não é nada.

 

  1. Praia do Tamariz

É uma das praias mais famosas de Lisboa e é a minha preferida da linha de Cascais. Fica no centro do Estoril, mesmo em frente ao casino e junto a um encantador castelo. Tem ótimos acessos, visto que, fica mesmo junto à estação ferroviária do Estoril e junto a parques de estacionamento. Tem várias esplanadas, restaurantes e até uma discoteca. O único problema é que ao fim de semana fica muito cheia e é difícil encontrar uma pontinha de areia para estender a toalha.

 

  1. Magoito

Esta praia tem um grande areal com areia rica em iodo o que ajuda imenso no bronze. Mas além desta mais-valia a praia do Magoito é também muito bonita. Ao longo da rampa de acesso podemos ver uma duna fóssil consolidada. Tem estacionamento, dois bares e bastante espaço para grupos ou famílias.

 

  1. Fonte da Telha

É a minha preferida da área da Costa da Caparica. Tem menos pessoas e é mais sossegada, principalmente se for para o fundo. Só é chato se quiser voltar a casa à “hora do costume”. Filas e filas… bah!

 

  1. Guincho

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É o 'spot' mais frequentado pelos praticantes de desportos náuticos pois vento aqui não falta. A praia é lindíssima, e as turmas de surf, kitesurf e windsurf adoram, mas é raro ter um dia de praia aqui sem levar um quilo de areia para casa. Para chegar aqui, ou vai de carro, ou vai ter de embarcar numa pequena aventura nos transportes públicos: comboio até Cascais e depois apanhar um autocarro (405 ou 415) até ao Guincho.

 

  1. Praia da Conceição

É a maior praia de Cascais e encontra-se a cerca de meia hora de Lisboa. As águas são calmas e cristalinas e no areal misturam-se famílias locais e turistas que mais parecem lagostas gigantes. Os acessos são muito bons. Basta apanhar o comboio no Cais do Sodré e descer na estação de Cascais (última da linha). Tem restaurantes e gelatarias por toda a parte o que é uma grande mais-valia.

 

Este ano gostava de descobrir a praia da Ursa, em Sintra… Conhecem? Recomendam?

28
Mai17

Jardim Zoológico de Lisboa faz 133 anos

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O Jardim Zoológico comemora este domingo, 28 de maio, 133 anos de existência, mas quem vai receber as prendas são os visitantes.

 

O Zoo proporciona um dia em cheio, com “retratos de rua”, visitas guiadas, presentes, jogos, pinturas faciais, descontos na bilheteira e muitas outras surpresas.

 

Além disso, todos os visitantes que comemorem o aniversário neste dia têm entrada gratuita no parque zoológico e botânico desde que se façam acompanhar pelo documento de identificação.

 

História

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Se há lugar incontornável para passar um dia em família é com certeza o Jardim Zoológico de Lisboa. O espaço amplo e bem organizado, com 330 espécies e mais de 2000 hóspedes, é para muitas crianças o primeiro contacto com animais selvagens que só conhecem dos livros, da internet ou da televisão. Mas se uma visita ao Zoo faz as delícias dos mais pequenos, também os adultos ficam rendidos a este espaço.

 

Ao longo dos anos, foram muitas as mudanças e transformações. As jaulas deram lugar a espaços projetados para simular o habitat natural de cada espécie e há cada vez mais cuidado com a interação entre humanos e animais. Uma das grandes atrações nas décadas de 80 e 90 era o elefante que tocava um sino em troca de amendoins. Apesar de parecer um espetáculo inofensivo, a verdade é que não é um comportamento natural dos elefantes, e a nova política do zoo pretende evitar tudo aquilo que é provocado pelo homem. Mas as novidades não acabam por aqui.

 

O Bosque Encantado foi renovado; além da apresentação dos répteis e das aves em voo livre, tem agora um parque de merendas onde poderá almoçar calmamente com toda a família.

 

A tapada do lince-ibérico (o felino mais ameaçado do Mundo) é também recente. O casal de linces Azahar e Gamma chegou à capital em 2014 e desde aí que encanta os visitantes, contribuindo para a missão do Zoo de alertar a população para a preservação e conservação de espécies em vias de extinção. E se estas novidades já não bastassem para o convencer a (re)visitar o Zoológico de Lisboa, há ainda atrações que por mais anos que passem continuam a ser arrebatadoras.

 

A alimentação dos afáveis leões-marinhos e a apresentação dos golfinhos são dos momentos mais mágicos e mais esperados por quem visita o Zoo. Durante o espetáculo, ouvem-se ‘gritinhos’ de espanto a cada proeza destes simpáticos cetáceos. E, no fim, o sorriso rasgado estende-se a todos, sem género ou idade.

 

Para completar este cenário ternurento, aproveite para conhecer as crias que nasceram este ano; Termine o dia com um passeio de comboio ou com uma emocionante viagem de teleférico.

 

O que não pode de deixar de visitar no Zoo

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O mais antigo

Girafas - Neste espaço, temos o membro mais antigo do Zoo de Lisboa, a girafa Java, e dois dos mais novos, duas crias que nasceram em 2014. A girafa-de-angola (Giraffa camelopardalis angolensis) é o animal mais alto do Mundo, podendo só o seu pescoço medir dois metros. A cor e o padrão da pelagem variam conforme a zona geográfica.

O mais pesado

Elefantes - É o maior animal terrestre e o mais pesado do Jardim Zoológico de Lisboa. Apesar de já não tocarem o sino quando os visitantes lhes dão amendoins, continuam a ser das espécies que mais prendem a atenção do público. A sua grandiosidade fascina, ao mesmo tempo que pede respeito.

Bosque encantado

Aves em voo livre - É no Bosque Encantado que se realiza esta espetacular demonstração de voo, onde se pode observar esplendorosas aves cruzar os céus e aterrar junto aos visitantes. Durante a apresentação, pode ainda ficar a conhecer mais sobre os ecossistemas das espécies ali representadas. As araras, a águia e o falcão são as aves preferidas dos visitantes.

A mais ameaçada

Órix de Cimitarra - O Zoo de Lisboa orgulha-se de ter assistido este ano ao nascimento de uma cria de órix-de-cimitarra, espécie extinta na Natureza desde 2000. A cria representa uma vitória importante no trabalho realizado pela conservação desta espécie, que passou de abundante a extinta em apenas algumas décadas devido à caça intensiva, aos longos períodos de seca, à desertificação e à redução de habitat natural.

Alerta

Alimentação de leões-marinhos - Nesta apresentação, os visitantes podem observar a alimentação e comportamento dos leões-marinhos, ficar a conhecer as diferenças entre estes simpáticos animais e as envergonhadas focas e ainda ouvir uma mensagem de consciencialização sobre a preservação do meio ambiente e dos animais. Esta espécie sociável e curiosa, que se alimenta de peixe, tem em adulto uma coloração escura no dorso e dourada no peito. O macho, claramente maior que a fêmea, distingue-se pela cabeça e pescoço maciços. Durante o show, pode saber mais curiosidades.

Viagens

Passeio de comboio ou teleférico - Sempre com o objetivo de conhecer melhor os animais, o Jardim Zoológico de Lisboa disponibiliza dois serviços que oferecem aos visitantes passeios diferentes pelo espaço. Durante a viagem de comboio, são transmitidos conhecimentos sobre cada espécie, enquanto o teleférico oferece uma viagem emocionante que atinge o auge de adrenalina quando se passa por cima da encosta dos leões.

 

A mediática e mágica baía dos golfinhos

 

Abriu em 1995 e foi desde logo um êxito. Sucesso que se mantém 20 anos depois. A Baía dos Golfinhos é um dos melhores delfinários da Europa e pioneira na apresentação de golfinhos e leões-marinhos em simultâneo na mesma exibição. Neste aquário, decorado como uma vila piscatória, realiza-se um dos espectáculos mais divertidos e populares do Zoo, combinando, numa só apresentação, acrobacias e informações sobre as características e comportamentos destes dóceis e simpáticos animais.

 

As exibições têm uma duração de 45 minutos, mas que parecem 10. O entusiasmo das crianças no colo dos pais alia-se às gargalhadas e aos ‘uau’ que saem das suas pequenas bocas. Mas não pense que este é um espetáculo só para crianças, até os mais velhos se regozijam com as proezas dos quatro cetáceos que, apesar de não terem nascido em terras lusas, parece sentirem-se em casa, ao reproduzirem muitos dos seus comportamentos naturais, como transportar objetos e brincar na água, durante os espectáculos.

 

O fascínio pelos mediáticos golfinhos e leões-marinhos é tanto que, no final do show, crianças e adultos fazem fila para tirar fotografia com estes animais.

 

Agora já tem onde deixar o seu animal exótico quando for de férias

 

Começam a nascer por todo o País hotéis onde pode deixar os seus animais de companhia quando for de férias. Contudo, o Pet Hotel, localizado no Jardim Zoológico de Lisboa, não recebe só animais domésticos, como cães e gatos. Recebe também aves, roedores e até répteis. Uma mais-valia para os amantes de animais exóticos, que a partir de agora podem contar com uma equipa de médico-veterinários com vasto conhecimento na área.

 

Recuperar energias no restaurante Savanna

O Zoo de Lisboa tem várias espaços para recuperar energias. O mais recente é o Parque de Merendas, onde pode levar a lancheira e fazer uma refeição mais em conta para toda a família. Contudo, também pode almoçar ou lanchar no Savanna, um restaurante self-service com cafetaria, onde poderá desfrutar de uma refeição equilibrada e saudável e ainda fazer uma pausa relaxante. O ambiente tranquilo e a oferta gastronómica vai agradar filhos, pais e avós. Há menus que incluem sopa, prato principal, bebida e sobremesa adequados a todas as carteiras. Com capacidade para 240 pessoas, este espaço pode ser também palco para eventos particulares ou de empresas. Além destas duas possibilidades, o Jardim Zoológico de Lisboa oferece também serviços como cafetaria, geladaria e até o conhecido restaurante de fast-food norte-americano McDonald’s.

 

Preços, parcerias e atividades em família

Em tempos de crise, a visita ao Zoo deixou de ser por impulso e passou a ser um programa planeado. Os preços, geralmente fixos, variam se for cliente de parceiros do Zoo, como a CP e a Caixa Geral de Depósitos.

 

As visitas de estudo também têm preços especiais, que podem ser consultados no site do espaço. Além das entradas, há atividades que têm um custo acrescido, mas que despertam o interesse de cada vez mais pessoas.

 

As festas de aniversário, com programas adequados a várias idades e diferentes bolsos, conquistam os mais novos, mas são os Sábados Selvagens – percurso temático com visita a bastidores, onde pode descobrir os processos diários de tratamento e alimenta- ção dos animais – que conquistam toda a família.

 

Preços

Crianças até 2 anos – grátis

Criança (3-11 anos) 13,50 €

Adulto – 19,00 €

Sénior (+65 anos) 15,00 €

Morada

Rua Marechal Humberto Delgado, 1549-004 Sete Rios

Telefone 217 232 910

Site www.zoo.pt

 

Já há três anos tinha escrito sobre o Jardim Zoológico no Perdida por Lisboa. Clique aqui para recordar o post.




28
Abr17

A beleza do caos do Panorâmico de Monsanto

 

Tal como muitas pessoas tenho fascínio por edifícios abandonados. O mistério, a energia e o misticismo ligado a estes espaços deslumbra-me, mas nunca um caso me impressionou tanto como o do Restaurante Panorâmico, em Monsanto.

 

A história que envolve este prédio, a vista (que é só a melhor vista de Lisboa) e a beleza de um edifício que já foi um dos mais luxosos da capital e hoje está destruído e vandalizado, é emocionante. A cada passo que damos vemos lado a lado a beleza e o caos.

 

Passado

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 Panorâmico do Monsanto, Lisboa, 1973.  / Vasco Gouveia de Figueiredo, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

 

O Restaurante Panorâmico de Monsanto foi mandado construir pela Câmara Municipal de Lisboa em 1967. Abriu um ano depois, em 68, sendo logo considerado um dos mais luxuosos edifícios da capital e quiçá de Portugal.

 

A obra, de sete mil metros quadrados, é da autoria do arquiteto Chaves da Costa. O interior foi decorado com murais de Luís Dourdil, azulejos de Manuela Madureira e painéis de Querubim Lapa.

 

Era muito frequentado pelas elites do Estado Novo e, durante décadas, recebeu muitos famosos entre os quais o já falecido David Bowie.

 

Entretanto, depois de anos nas bocas do mundo, o emblemático Restaurante Panorâmico foi encerrado. A distância da cidade, os acessos difíceis e a falta de clientela foram as razões apontadas para o abandono. Transformou-se numa discoteca, depois num bingo e até num armazém de materiais de construção civil. Em 2001 fechou definitivamente.

 

Presente

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Após mais de 16 anos de abandono, a magnificência do Panorâmico mantém-se, mas é tudo menos luxuoso.

 

O edifício sobressai dos seus 205 metros de altitude do Alto da Serafina, no Parque Florestal de Monsanto. Tem um formato circular, uma dimensão gigantesca até um acesso subterrâneo que, outrora, foi uma garagem que acolheu centenas de carros de luxo de outros tempos. Nota-se a degradação, mas é no interior que o vandalismo mais perturba.

 

No parque de estacionamento junto ao antigo restaurante há um sinal que proíbe a entrada, mas, na verdade, todos os dias passeiam por lá dezenas de pessoas. Um buraco na rede que protege a zona dá acesso ao local.

 

No interior, é possível ver entre os graffitis que algumas obras de arte resistiram. Entre o entulho, o lixo e a destruição há espaços com vidros partidos que parecem ter sido já cautelosamente colocados para tirar fotos artísticas. Há uma escadaria que faz lembrar filmes de princesas e recantos que nos fazem imaginar que se falassem teriam muito para contar. Mas é a vista, a vista panorâmica sobre a cidade de Lisboa, que é soberba e que nos faz querer permanecer ali, no silêncio, apenas a observar.

 

Futuro

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A Câmara Municipal de Lisboa garante ter planos para reabilitar o espaço, mas ainda não revelou quais e para quando.

 

A verdade é que os acessos até esta zona continuam a ser deficitários e a reconstrução deste edifício iria custar alguns milhões de euros.

 

 

 

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