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Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

11
Mai17

10 coisas para fazer num dia de chuva em Lisboa

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                                                                                                                                                                    Crédito foto: Yann Coeuru/Visual Hunt

 

Parece que apesar de estarmos em maio vem aí uns dias de chuva. Pois é! Também detesto este tempinho… Mas vá, não vamos ficar chateados com São Pedro. Lisboa tem várias opções de atividades para estes dias e o melhor é colocar em prática já… é que o verão está quase a chegar e o tempo livre dos próximos meses será passado na praia…

 

E não, nenhuma destas sugestões passa por ficar em casa ou passear por algum centro comercial…

 

1 – Saltar para combater o stress e a ansiedade

Em Carnaxide, no concelho de Oeiras, há um espaço com 3250 metros quadrados cobertos e mais de 100 trampolins onde poderá saltar e soltar toda a ansiedade e stress de uma semana de trabalho. O Bounce, chegou a Portugal há relativamente pouco tempo, mas é já um sucesso. É a atividade ideal para fazer em família ou com amigos e passar uma tarde entre quatro paredes tão divertida que vai esquecer da chuva que cai lá fora. Os preços começam nos 12 euros por hora. Apesar de não ser em Lisboa, fica a poucos minutos de distância se for de carro.

 

2 – Biblioteca&Livrarias

Se gosta de ler, aproveite os dias de mau tempo para visitar uma biblioteca ou livraria de Lisboa que não conheça. A minha livraria preferida fica no Lx Factory, chama-se Ler Devagar e é muito mais do que espaço com livros. É ampla, as paredes estão cobertas de livros até ao tecto, há uma bicicleta voadora, um enorme escadaria, antigas máquinas de impressão e até dois bares onde pode beber café enquanto lê um livro. Mas por toda a cidade há dezenas de bibliotecas e livrarias para passar tempo é só escolher a que prefere aqui ou aqui.

 

3 – Passear pelo mundo subaquático

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Visitar o Oceanário de Lisboa, no Parque das Nações, é outra boa opção para fazer num dia chuvoso. É uma atividade para famílias (15€/pessoa), mas que também pode ser muito romântica para os casalinhos que procuram em todo o lado um cantinho escuro para trocar um beijo apaixonado. Já escrevi sobre o Oceanário no Perdida por Lisboa. Veja aqui: O maior Oceanário da Europa

 

4 – Testar a elasticidade

Sabe aqueles filmes onde um assaltante aparece a roubar um objeto de valor de um local de alta segurança? Onde há raios infravermelhos a cobrir toda a sala de linhas florescentes e onde o criminoso tanto tem de alçar a perna como rastejar? Agora já pode experimentar esta adrenalina e testar toda a sua elasticidade no LaserMaze, do Centro Playbowling Cascais. Cada tentativa de resgatar um diamante sem ser detectado custa 2 euros.

 

5 – Cinema

Ir ao cinema é sempre uma boa opção em dias de chuva. É só escolher o filme, a sala mais próxima e o horário que prefere. Ocupa cerca de 2h00 do seu dia e ainda pode comer umas deliciosas pipocas

 

6 – Conhecer um Museu

Tal como já tinha indicado no post 10 coisas para fazer sozinho em Lisboa, a capital tem dezenas de museus à espera de uma visita sua. Basta escolher o que vai de encontro com os seus gostos, ver os horários e visitar. O MAAT é dos mais recentes e mais procurados.

 

7 – Bowling

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                                                                                                                                                                                                Crédito foto:Visual Hunt

Todos os dias a partir das 12h00 pode testar a sua pontaria na Bowling City do Centro Comercial Colombo ( a partir dos 3.80€ por hora/pessoa para o primeiro jogo e 2.80€ para os jogos seguintes).

 

8 – A moda dos Quiz

Cada vez mais bares de Lisboa estão a aderir à moda dos Quiz. Beber um copo e conviver com amigos enquanto participa numa competição de cultura geral é o plano perfeito para uma noite de chuva. No site do Quiz Portugal pode saber onde e quando pode jogar.

 

9 – Bingoooooooo

O Bingo do Belenenses, na Av. João Crisóstomo, é dos mais conhecidos da capital, tem 600 lugares e é a maior sala da Península Ibérica onde se grita Bingo. Mas há muitos outros locais onde pode passar o seu tempo livre a brincar com a sorte enquanto risca cartões com números. Veja aqui

 

10– Música ao vivo

Outra boa atividade para não passar as noites de chuva em casa é ir até um bar onde há música ao vivo. Às quintas-feiras o Templários é uma boa opção, mas há muitos bares espalhados pela capital onde pode ouvir boa música. É só fazer uma pequena pesquisa na internet pela área ou estilo musical que preferir.

25
Mar17

10 coisas para fazer sozinho em Lisboa

NNC

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Sou fã do ditado popular “antes só que mal acompanhado” por isso decidi criar uma lista com atividades para fazer em Lisboa quando estiver sem companhia. Parta a aventura e descubra sem medos a capital, tenho a certeza que mesmo a sós não se vai sentir sozinho.

 

1 – Fazer um curso de cozinha

Se gosta de cozinhar ou gostaria de aprender a fazê-lo aproveite e faça um curso de cozinha sozinho. Além de estar mais concentrado na aula, também pode ser o sítio ideal para conhecer pessoas com os mesmos interesses que os seus e quem sabe trocar ideias.

Destaco duas escolas pela qualidade/ preço e também pela variedade de cursos: Academia Vaqueiro (Largo Monterroio de Mascarenhas) e Academia Time Out (Mercado da Ribeira, Cais do Sodré)

 

2 – Tomar o pequeno-almoço e ler o jornal num café de esquina

Esta é das minhas atividades preferidas para fazer sozinha. Tão simples, mas que dá imenso prazer. Levantar e vestir qualquer coisinha, ir até ao café mais próximo beber uma meia de leite, comer uma torrada enquanto leio o jornal e vejo os avós da minha zona a fazerem o mesmo, mas com a serenidade de quem já não tem a pressa de viver dos jovens.

 

3 – Correr

Ao contrário da opção anterior, esta é das que eu menos gosto. Mas para quem gosta de correr (eu prefiro caminhar… e é pouquinho) é uma das melhores opções para ocupar o tempo quando não tem companhia. E Lisboa tem sítios fantásticos para fazer exercício ao ar livre. Monsanto, Belém e Marginal, são apenas alguns exemplos das dezenas de locais onde pode correr enquanto aprecia a vista.

 

4 – Festas para solteiros

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Este é o programa ideal para quem ainda não encontrou a sua cara-metade. A Speed Party organiza várias vezes ao ano festas para solteiros. A próxima é dia 29 de abril no Hotel Mundial (Praça do Martim Moniz). O encontro começa com uma welcome drink às 21h30 e com uma atividade que fará os participantes descomprimirem para o verdadeiro evento. O objetivo é conhecer entre 10 a 18 pessoas do sexo oposto e conversar com elas durante 4 minutos. No fim dos encontros pode decidir se quer ou não manter o contacto com algum dos outros participantes. Há duas sessões de speed dating disponíveis. Uma para pessoas dos 24 aos 35 anos e outra para idades entre os 35 e os 40. O evento tem um número limitado de lugares por isso se tiver interesse o melhor é inscrever-se antes através do site Speed Party. Os homens entre os 24 e os 35 anos pagam 29 euros, as mulheres 25. Se tiver entre 35 e 40 anos o valor é de 27 euros para os dois sexos.

 

5 – Visitar Museus
Verdade seja dita, quando vai acompanhado a museus, não presta tanta atenção como se fosse sozinho, há sempre troca de palavras ou alguma distração. Por isso aproveite a oportunidade e conheça alguns dos museus de Lisboaalone! O novo Museu do Coche e o MAAT são boas opções. Mas há mais de 50 museus na capital à espera de uma visita. No site da Câmara Municipal de Lisboa tem mais informações para que possa escolher o mais adequado aos seus gostos. E a melhor notícia de todas é que aos domingos e feriados, até às 14h00, as entradas são gratuitas!

 

6 – Aulas de dança

Adoro dançar e apesar de ter um bocadinho de vergonha, já fui balançar um pouco ao B.leza onde ensinam a dançar kizomba todos os domingos (já escrevi sobre este espaço aqui). Se gosta de ritmos africanos, mas prefere outro dia da semana, pode sempre optar pelo Barrio Latino, em Santos. Para os amantes do tango todas as quartas-feiras há milongas num local diferente de Lisboa que é anunciado na página de Facebook Tango na Rua. Em nenhum destes casos precisa levar par, basta levar descontração e algum ritmo.

 

7 – Relaxar num Spa

Está a precisar de relaxar não é? De descansar, tirar aquelas dores nos ombros, o peso das pernas. Mesmo que não esteja, todas as desculpas são boas para cuidarmos de nós próprios. E agora, com a ajuda da MyGon, temos a possibilidade de fazer isso tudo e muito mais a preços bastante apelativos. Basta clicar na categoria Spa e Massagens e ver selecionar a melhor opção para si. Eu aconselho a Massagem Especial de Relaxamento no corpo inteiro com pedras quentes e óleos essenciais no Float in Spa, em Picoas. Se reservar através da MyGon tem um desconto de 30%.

 

8 – Mais vale vinho que mal acompanhado

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Sabia que há uma sala de provas de vinho em Lisboa? Eu descobri este segredo há pouco tempo e fiquei maravilhada! Chama-se Vini Portugal, fica na Rua Mouzinho da Silveira, e pode ir lá experimentar vinhos a preços muito convidativos. À entrada compra um cartão que pode carregar com dinheiro e usá-lo numa máquina que serve vinhos portugueses a partir dos 0.50€ ao copo. Tenha é cuidado para não se enfrascar pois vai ter de encontrar o caminho para casa sozinho.

 

9 – Comprar na Feira

A mais conhecida é a Feira da Ladra. Aqui tudo se compra e se vende e o melhor é estar sozinho para não perder ‘aquele negócio’. Realiza-se no Campo de Santa Clara todas as terças e sábados. Já a Feira das Almas é uma feira alternativa e gratuita onde lado a lado convivem designers de moda e vendedores vintage. Realiza-se no primeiro sábado do mês numa antiga fábrica de vidro, nos Anjos.

 

10 – Ver aquele filme que mais ninguém quer ver

Se quer ver a 'Bela e o Monstro' e ninguém quer ir consigo, ou se prefere filmes mais alternativos que passam na Cinemateca ou no Monumental mas não arranja companhia, não se acanhe. Vá ao cinema sozinho! Vai ver que ainda sai a ganhar, é que assim não tem de dividir as pipocas.

06
Fev17

Ar de Lisboa enlatado

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Chegou ao dia em que pagamos pelo ar que respiramos.

 

Pois é, é preciso ter lata! Mas calma… não é algo mau, não pelo menos neste caso.

 

A empresa Air From Portugal embala o ar português em latas para oferecer (ou guardar) como lembrança de cidades como Porto, Fátima e Lisboa.

 

Cada lata custa 3 euros e tem uma divertida descrição. Por exemplo o ar da capital tem 15% elétrico, 70% Torre de Belém, 85% Praça do Comércio e mais sete outras percentagens que correspondem a um total de 561%.

 

Um souvenir feito à mão e made in Portugal para variar dos tradicionais ímanes e canecas.

30
Jan17

Ajudar o ambiente enquanto partilha imagens porcas

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Calma! Estou a falar de lixo 

 

E do novo movimento ecológico que está a invadir o Instagram. Edmund Platt, um professor britânico a viver em Marselha, estava farto de ver lixo no chão da cidade francesa onde mora e decidiu criar o projeto 1pieceofrubbish (1 pedaço de lixo, em português).

 

O objetivo de Edmund era desafiar os habitantes a tirar lixo do chão e partilhar o ato nas redes sociais para num futuro (que se espera próximo) as pessoas parem de deitar “porcarias” para o chão.

 

Rapidamente o projeto espalhou-se por várias cidades europeias e chegou a Lisboa. E ainda bem! É que algumas ruas da capital estão mesmo a precisar que algumas mãos caridosas tirem lixo do chão, nem que seja “para a fotografia”.

 

E como funciona então este movimento?

1)Apanhar o lixo que encontrar do chão

2)Pôr o lixo no caixote adequado

3)Tirar uma fotografia ou fazer um vídeo com a ação

4)Partilhar a imagem/vídeo no Instagram com os hashtags #1pieceofrubbish e #lisbonclean

5) Desafiar amigos a fazer o mesmo

Aqui podem ver os exemplos: #1pieceofrubbish e #lisbonclean

 

Bora tentar?

28
Jan17

Passear por Lisboa em tuk tuk

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Foi em 2010, em Coimbra, que o primeiro tuk tuk chegou a Portugal. Mas foi a partir de 2012 que a moda pegou.

 

Cinco anos depois, são centenas os veículos espalhados por todo o território nacional. Até nas regiões autónomas estes triciclos com cabine para transporte de passageiros já estão disponíveis, mas é em Lisboa que se concentra o maior número de tuk tuk.

 

Cerca de 100 veículos, de mais de uma dúzia de empresas, oferecem aos turistas um serviço inédito. Ao apanhar boleia de um tuk tuk, os passageiros embarcam numa viagem que alia passeio, história, cultura e humor.

 

Os motoristas, que acabam também por ser guias e contadores de histórias, são jovens, quase todos licenciados, falam várias línguas e recebem formação específica para explicar de uma forma criativa os segredos da capital.

 

Os circuitos são muitos. Os que incluem Alfama e Belém os preferidos. Os preços variam de acordo com o tempo da viagem, o número de pessoas e os locais a visitar.

 

Até celebridades internacionais já se renderam ao encanto desta nova forma de visitar Lisboa. Grazielli Massafera é um dos exemplos. A atriz brasileira publicou fotos da sua passagem por Portugal, em 2014, onde aparece dentro de um tuk tuk.

 

No mesmo ano, nas maiores festas da capital, o transporte da igreja para o copo de água dos noivos de Santo António foi feito através de vários tuk tuk.

 

Ao contrário do que acontece nas grandes cidades da Índia e do Sudoeste Asiático, de onde são oriundos os tuk tuk e onde funcionam como táxis, em Portugal estes veículos são um meio de transporte turístico.

 

Apesar dos preços serem um bocadinho altos para os bolsos da maioria dos portugueses, num dia especial, vale a pena conhecer Lisboa desta forma.

 

A capital em 60 minutos e três rodas

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Eu fiz o passeio com a Tuk Tuk Tejo e adorei perder-me em cima de três rodas por Lisboa. Foram 60 minutos muito divertidos onde aprendi mais sobre esta linda cidade.

 

A aventura começou na Praça do Comércio, de seguida passamos pela Igreja de Santo António onde o motorista-guia Luís revelou que muitas mulheres pedem para parar neste local porque querem pedir ao santo casamenteiro um marido.

 

Depois de conseguir arrancar-me uma gargalhada, seguimos para o Miradouro das Portas do Sol. Nesta varanda sobre Alfama, Luís explica os símbolos da capital: estátua de São Vicente (santo padroeiro da capital), a barca e os dois corvos que fazem parte do brasão de Lisboa.

 

Já em frente à , a concentração de tuk tuk revela que estamos num ponto de paragem obrigatória. São centenas os turistas que tiram fotos à catedral, conhecida também por igreja de Santa Maria Maior e sede do Patriarcado de Lisboa.

 

Segue-se o Panteão Nacional. Ao passar por este monumento, o guia conta mais uma curiosidade. O ditado popular “é como as obras de Santa Engrácia” deve-se ao facto de a construção da igreja de Santa Engrácia, onde hoje é o Panteão, ter demorado cerca de 350 anos a ficar concluída.

 

A passagem pelo Castelo de São Jorge é breve, mas nos poucos minutos que lá paramos consegui imaginar uma Lisboa de outros tempos.

 

E chegamos ao “local preferido dos turistas” confessa o motorista-guia ao estacionar o tuk tuk junto ao Miradouro de Nossa Senhora do Monte. O que vejo a partir daqui é realmente arrebatador: uma vista panorâmica da capital portuguesa.

 

De novo sentada no tuk tuk, sou informada que o próximo destino é Alfama. Os moradores do bairro mais antigo de Portugal cumprimentam Luís como se fosse um velho amigo, e este retribui, ora com piadas, ora a perguntar pela ementa disponível para o jantar. “É aqui que se sente o verdadeiro espírito bairrista”, conta enquanto conduz pelas pequenas e apertadas ruelas com estendais nas varandas das casas.

 

Dizem que o fado nasceu em Alfama, e é no final deste bairro que se localiza o museu que conta a história deste símbolo nacional, que é também Património Imaterial da Humanidade e onde termina o meu passeio.

 

Saiba mais sobre a moda dos tuk tuk em Portugal no meu artigo publicado no site do Correio da Manhã aqui

 

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