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Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

12
Jan18

Saikõ: sushi de fusão, sem confusão

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Hoje apresento-te o melhor restaurante de sushi de fusão de Lisboa: o Saikõ. E não me digas que não gostas de fusão. Porque aqui, tal como o chef Péricles Lacerda garante, “fusão, não é confusão”.

 

Mas vamos começar pelo início. Nove meses depois de terem aberto o primeiro espaço no Centro de Congressos do Estoril, Rita e Tiago Machado, em conjunto com o chef Péricles Lacerda – que trabalha esta iguaria japonesa há 14 anos -, decidiram trazer para Lisboa, mais precisamente para a Praça de Touros do Campo Pequeno, o mesmo conceito.

 

A decoração do espaço conquista pelo requinte, com pormenores japoneses simples e discretos que dão um toque de originalidade aos tons de dourado e branco da sala. Apesar de sofisticado, o ambiente é descontraído. Mas o sentido estético vai muito além da decoração. Durante toda a refeição a apresentação prima pela delicadeza e bom gosto.

 

 

A começar pelo gin de laranja caramelizada que, além de ter umas cores muito atraentes, estava graciosamente bem confecionado.

 

Começámos o jantar com o couvert do restaurante. Uma folha de endívia com pasta de salmão, molho sweet chilli, goma wakame e sésamo, acompanhada com Sunomono de pepino e edamame (soja verde em vagem), uma mistura de sabores bastante interessante.

 

 

 

Contudo, foi com as entradas que as minhas papilas gustativas começaram a salivar. O EBI Especial Saikõ - camarões panados envoltos em salmão braseado, ovas, micro ervas e molho do chef – e o Usuzukuri misto – três peixes marinados em molho ponzo, molho de ervas, sésamo e ovas -  provaram que no Saikõ só se usa produtos de alta qualidade e que a fusão aqui não é usada para esconder a falta de frescura do peixe, mas sim para dar texturas e sabores diferentes a cada peça.

 

 

 

A seguir veio um dos pratos principais e uma das maiores bombas sensoriais da refeição. O Gunkan Hotate (atum, maionese de gengibre, vieiras braseadas, ovas), Gunkan Shiromi (peixe branco, molho dengaku, picadinho de peixe branco, ovas) e o Gunkan Egg: um rolo de salmão braseado que esconde um ovo de codorniz que explode à primeira dentada.

 

Mas a criatividade não acaba por aqui. O Uramaki Hakusai não deixou dúvidas, foi em uníssono que ganhou o voto de prato preferido do jantar. Uma peça com combinações completamente improváveis, mas que rimam tão perfeitamente que é difícil de descrever. Leva pasta de salmão, envolvida em couve lombarda, queijo creme e polvilhada com flocos de milho tostados.

 

Por fim, ainda houve espaço para provar o Especial Saikõ que era composto por camarões panados, salmão braseado, maionese japonesa, pepino, ovas, cebolinho e molho tarê.

 

 

A única coisa que o Saikõ tem de melhorar é nas sobremesas. Apesar de estarem acima da média de sobremesas dos restaurantes japoneses, a elevada criatividade que sentimos durante todo o jantar não se espelha nesta parte da refeição. Provei a mousse de maracujá e o gelado de chá verde.

 

O preço médio é de 35 euros por pessoa, algo completamente justo para a qualidade dos produtos e do serviço. 

 

Saikō Campo Pequeno Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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03
Jan18

Cultura e comida portuguesa no Fama d'Alfama

 

Quando ouvimos a palavra Alfama associamos logo a fado e comida portuguesa. Mas o mais recente restaurante desta zona típica de Lisboa, o Fama d’Alfama, oferece aos clientes muito mais do que isso.

 

A decoração, inspirada no século XX e no início da Primeira República, tem apontamentos de Art Déco e criações de artistas portugueses, como Almada Negreiros e Amadeu de Souza-Cardoso, mas é o palco, com três filas de plateia, que mais chama a atenção. Podia dizer "silêncio que se vai cantar o fado" com dois músicos de renome - Ângelo de Freitas e Pedro Soares, que tocam com Ana Moura -, mas aqui também atuam outro tipo de artistas. Há noites de blues, stand-up comedy e em breve até sessões de cinema.

 

João Cardim, o proprietário, quis dar a conhecer a "lusofonia dentro de Alfama" e conseguiu. Apesar de poder passar por lá apenas para assistir aos espetáculos, sem consumo mínimo, é possível que não resista em experimentar os petiscos.

 

No menu destacam-se os pratos tradicionais da diáspora portuguesa. Uma salada de polvo tenro e bem temperada, a salada de mexilhão, os queijos e enchidos lusos, o polvo e o bacalhau à lagareiro e até um bife de novilho dos Açores. Para sobremesa tem o Morgado do Bussaco, o fondant com gelado ou mesmo um gelado de frutas com vodka. Tudo servido com a simplicidade e reconforto de uma casa bem portuguesa.

 

O preço médio é de 15 euros por pessoa.

 

Restaurante Fama d'Alfama Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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04
Dez17

S de sabor, simplicidade e saudade

Entrar no S Restaurante, junto ao largo do Rato, é como entrar numa casa portuguesa: reconfortante, acolhedora, simples e com um perfume a comida, cheia de sabor, que nos faz recordar a casa das nossas avós.

 

O nome não foi escolhido ao acaso. S significa isso mesmo:  sabor, simplicidade e saudade. E estas palavras tão bonitas não ficam só pelo espaço. É na comida, que a Chef Ilda Vinagre, vencedora de duas estrelas Michelin, no Brasil, faz com que elas se tornem ingredientes ainda mais significativas. No S, são servidas receitas tradicionais portuguesas, que alimentam o paladar, sem grandes malabarismos e que nos ficam na memória, tal como, os jantares de família.

 

Como entrada, experimentei umas empadinhas de perdiz de bradar aos céus -  quentinhas, com recheio suculento e massa bem confecionada – e uma salada de gorgonzola, mel e nozes que me deu ao paladar uma mistura de sabores bastante interessante. De seguida, foi o meu prato preferido de todo o jantar. Umas deliciosas pataniscas de camarão com um arroz de brócolos que convence até quem não gosta deste vegetal. Cinco estrelas para este prato!

 

A seguir, já com a barriga bem aconchegada, provei o bacalhau à Brás, que estava muito bom e umas bochechas de porco preto, que se desfaziam, mas que, na minha opinião, deviam estar mais temperadas. Infelizmente já não consegui experimentar o cozido de grão no tarro, mas não o vou perder numa próxima visita pois tem um ótimo aspeto.

 

Quanto às sobremesas, adorei o bolo de chocolate com redução de framboesas, mas a sericaia ficou aquém das expectativas.

 

Ponto positivo também para o atendimento simpático e para a qualidade/custo. O preço médio de um jantar no S é de 20€/pessoa.

 

S Restaurante Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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23
Set17

A Rota de Tapas voltou!!!

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 Ah pois é! Começou na quinta-feira mais uma Rota de Tapas Estrella Damm e temos até dia 8 de outubro para andar por Lisboa a comer tapas e a beber cerveja por apenas 3 euros.

 

Tal como vos tinha explicado em maio aqui, adoro esta iniciativa. É que além de poder conhecer novos restaurantes (e se gostar, voltar lá para uma refeição mais composta), posso andar de bairro em bairro à boleia gratuita de um tuk tuk e quem sabe ainda ganhar uma viagem a Barcelona (saiba como aqui). Uma boa forma de dar as boas-vindas ao Outono e de nos despedirmos do Verão, não é verdade?!

 

Normalmente gasto 9 euros, vou a três sítios diferentes e fico satisfeita. Nesta edição, a 10ª do evento e a segunda deste ano, são 29 os espaços aderentes na capital.

 

A Zomato tem uma coleção dedicada ao evento onde pode conhecer os restaurantes e as tapas que cada um oferece. Eu selecionei as dez que na minha opinião são as mais atrativas.

 

 

TOP 10 da 10ª Edição da Rota de Tapas Estrella Damm

  1. Pop Out The Can - Não Há Duas Sem Três (bacalhau à brás, bacalhau com natas e bacalhau à Pop Out em folhadinhos no forno)
  2. A Maria Não Deixa – Cogumelos Surpresa (cogumelos panados recheados com iguarias portuguesas)
  3. Meet Us Ao Carmo – Pica Prego na Batata (pica-pau que é um prego na batata com ovo a cavalo e molho de cebola)
  4. Bossa – Escondidinho de Camarão com Queijo da Serra (camarão gratinado em creme de mandioca e queijo da Serra)
  5. Croissant Gigante – ¼ (1/4 de um croissant gigante de rúcula, chévre, mel e pinhão com opção de Nutella)
  6. Os Bons Malandros – Taquitos (porco desfiado, tomate e cebola em pão de milho)
  7. Velha Gaiteira – Chamei-lhe um Figo!! (lombinho de porco ibérico com queijo chévre e doce de figo acompanhado de puré de batata-doce, abóbora e maçã reineta aromatizado com lima)
  8. Tapa Bucho – Regresso do Rabo de Boi (tortilha de rabo de boi desfiado com creme de queijo da ilha e bacon)
  9. Um Elétrico chamado Tágide – Carne à Ribatejana com Pickles e Geleia de Pimentos (carnes de porco grelhadas, temperadas com azeite, coentros, alho e limão)
  10. Arco da Velha - Tapa Amiga (tapa amiga de marisco)

 

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08
Jul17

As 10 melhores praias a menos de uma hora de Lisboa

Adoro praia, as minhas folgas de verão são passadas a esturricar no areal. Todos os anos tento descobrir uma onde nunca coloquei o chinelo anteriormente. O ano passado apaixonei-me pela praia do Ribeiro do Cavalo e essa é a minha ‘number one’. Mas há mais nove, a menos de uma hora de Lisboa, que merecem destaque.

 

Segue o meu Top 10:

 

  1. Ribeiro do Cavalo

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É apontada como a praia “mais tailandesa de Portugal” e é bem verdade! O problema é o caminho de acesso… mas compensa pessoal! Compensa muito! Para lá chegar tem de seguir pela estrada de terra depois do Parque de Estacionamento junto ao Clube Naval de Sesimbra. Estacione junto às enormes pedras que colocam um ponto final nesse caminho. E encontre o trilho.

 

Esqueça as havainas, leve ténis e mochila. São cerca de 20/30 minutos a descer a arriba num caminho com ravinas, areia escorregadia e pedras instáveis. Mas pense positivo! É por isto que esta praia ainda tem pouca gente. 

 

Se preferir pode sempre ir de caiaque ou de barco. Em Sesimbra há várias empresas a fazer o transporte para o Ribeiro do Cavalo a 15/17 euros ida e volta (se reservar através do My Gon tem desconto, basta clicar aqui para ver a oferta). 

 

Ah! E esqueça documentar a aventura nas Redes Sociais. Aqui não há nem internet nem rede de telemóvel. É uma praia selvagem, por isso leve comida e água, vá de manhã e desfrute de um dia inteirinho num areal com água azul-turquesa tão clarinha que dá para ver os peixinhos. É um verdadeiro paraíso!

 

  1. Portinho da Arrábida

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É a minha segunda praia favorita perto de Lisboa. O Portinho da Arrábida parece uma pequena aldeia piscatória. Diz a lenda que foi construído por frades franciscanos para abrigar pescadores que fugiam aos piratas. Fica numa pequena enseada em pedras, com três ou quatro casas de pescadores e um restaurante. É chato estacionar, mas a cor do mar e a paisagem paradisíaca valem a pena.

 

  1. Tróia

18 quilómetros de praia com areia branca e fina, muitas pessoas, algumas esplanadas e festas e, se tiver sorte, até golfinhos. Para lá chegar o melhor é apanhar o ferry em Setúbal. A viagem dura cerca de 40 minutos e se levar o carro fica a cerca de 15 euros.

 

  1. Sesimbra – Praia da Califórnia ou do Ouro

É das praias urbanas mais bonitas. O mar é transparente e não tem tanta gente como as praias da linha ou da Caparica. Aproveite o final do dia para comer peixinho e marisco fresco num dos muitos restaurantes desta vila piscatória.

 

  1. Galapinhos

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                                                                                                                                            Photo credit: pierre*peetah via Visualhunt.com / CC BY-ND

 

Foi eleita pelo European Best Destinations a melhor praia da Europa, e é realmente muito boa. O pior é mesmo o estacionamento e os acessos e com esta distinção a coisa ainda deve complicar mais. Para lá chegar é só ir até aos Galapos e depois seguir por uma descida acentuada, com uma centena de metros, entre vegetação. É preciso ter cuidado e calma, mas depois de fazer o Ribeiro do Cavalo isto não é nada.

 

  1. Praia do Tamariz

É uma das praias mais famosas de Lisboa e é a minha preferida da linha de Cascais. Fica no centro do Estoril, mesmo em frente ao casino e junto a um encantador castelo. Tem ótimos acessos, visto que, fica mesmo junto à estação ferroviária do Estoril e junto a parques de estacionamento. Tem várias esplanadas, restaurantes e até uma discoteca. O único problema é que ao fim de semana fica muito cheia e é difícil encontrar uma pontinha de areia para estender a toalha.

 

  1. Magoito

Esta praia tem um grande areal com areia rica em iodo o que ajuda imenso no bronze. Mas além desta mais-valia a praia do Magoito é também muito bonita. Ao longo da rampa de acesso podemos ver uma duna fóssil consolidada. Tem estacionamento, dois bares e bastante espaço para grupos ou famílias.

 

  1. Fonte da Telha

É a minha preferida da área da Costa da Caparica. Tem menos pessoas e é mais sossegada, principalmente se for para o fundo. Só é chato se quiser voltar a casa à “hora do costume”. Filas e filas… bah!

 

  1. Guincho

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É o 'spot' mais frequentado pelos praticantes de desportos náuticos pois vento aqui não falta. A praia é lindíssima, e as turmas de surf, kitesurf e windsurf adoram, mas é raro ter um dia de praia aqui sem levar um quilo de areia para casa. Para chegar aqui, ou vai de carro, ou vai ter de embarcar numa pequena aventura nos transportes públicos: comboio até Cascais e depois apanhar um autocarro (405 ou 415) até ao Guincho.

 

  1. Praia da Conceição

É a maior praia de Cascais e encontra-se a cerca de meia hora de Lisboa. As águas são calmas e cristalinas e no areal misturam-se famílias locais e turistas que mais parecem lagostas gigantes. Os acessos são muito bons. Basta apanhar o comboio no Cais do Sodré e descer na estação de Cascais (última da linha). Tem restaurantes e gelatarias por toda a parte o que é uma grande mais-valia.

 

Este ano gostava de descobrir a praia da Ursa, em Sintra… Conhecem? Recomendam?

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