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Perdida por Lisboa

A capital (e outros destinos) pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

A capital (e outros destinos) pelos olhos de uma açoriana...

30 de Janeiro, 2017

Ajudar o ambiente enquanto partilha imagens porcas

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Calma! Estou a falar de lixo 

 

E do novo movimento ecológico que está a invadir o Instagram. Edmund Platt, um professor britânico a viver em Marselha, estava farto de ver lixo no chão da cidade francesa onde mora e decidiu criar o projeto 1pieceofrubbish (1 pedaço de lixo, em português).

 

O objetivo de Edmund era desafiar os habitantes a tirar lixo do chão e partilhar o ato nas redes sociais para num futuro (que se espera próximo) as pessoas parem de deitar “porcarias” para o chão.

 

Rapidamente o projeto espalhou-se por várias cidades europeias e chegou a Lisboa. E ainda bem! É que algumas ruas da capital estão mesmo a precisar que algumas mãos caridosas tirem lixo do chão, nem que seja “para a fotografia”.

 

E como funciona então este movimento?

1)Apanhar o lixo que encontrar do chão

2)Pôr o lixo no caixote adequado

3)Tirar uma fotografia ou fazer um vídeo com a ação

4)Partilhar a imagem/vídeo no Instagram com os hashtags #1pieceofrubbish e #lisbonclean

5) Desafiar amigos a fazer o mesmo

Aqui podem ver os exemplos: #1pieceofrubbish e #lisbonclean

 

Bora tentar?

28 de Janeiro, 2017

Passear por Lisboa em tuk tuk

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Foi em 2010, em Coimbra, que o primeiro tuk tuk chegou a Portugal. Mas foi a partir de 2012 que a moda pegou.

 

Cinco anos depois, são centenas os veículos espalhados por todo o território nacional. Até nas regiões autónomas estes triciclos com cabine para transporte de passageiros já estão disponíveis, mas é em Lisboa que se concentra o maior número de tuk tuk.

 

Cerca de 100 veículos, de mais de uma dúzia de empresas, oferecem aos turistas um serviço inédito. Ao apanhar boleia de um tuk tuk, os passageiros embarcam numa viagem que alia passeio, história, cultura e humor.

 

Os motoristas, que acabam também por ser guias e contadores de histórias, são jovens, quase todos licenciados, falam várias línguas e recebem formação específica para explicar de uma forma criativa os segredos da capital.

 

Os circuitos são muitos. Os que incluem Alfama e Belém os preferidos. Os preços variam de acordo com o tempo da viagem, o número de pessoas e os locais a visitar.

 

Até celebridades internacionais já se renderam ao encanto desta nova forma de visitar Lisboa. Grazielli Massafera é um dos exemplos. A atriz brasileira publicou fotos da sua passagem por Portugal, em 2014, onde aparece dentro de um tuk tuk.

 

No mesmo ano, nas maiores festas da capital, o transporte da igreja para o copo de água dos noivos de Santo António foi feito através de vários tuk tuk.

 

Ao contrário do que acontece nas grandes cidades da Índia e do Sudoeste Asiático, de onde são oriundos os tuk tuk e onde funcionam como táxis, em Portugal estes veículos são um meio de transporte turístico.

 

Apesar dos preços serem um bocadinho altos para os bolsos da maioria dos portugueses, num dia especial, vale a pena conhecer Lisboa desta forma.

 

A capital em 60 minutos e três rodas

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Eu fiz o passeio com a Tuk Tuk Tejo e adorei perder-me em cima de três rodas por Lisboa. Foram 60 minutos muito divertidos onde aprendi mais sobre esta linda cidade.

 

A aventura começou na Praça do Comércio, de seguida passamos pela Igreja de Santo António onde o motorista-guia Luís revelou que muitas mulheres pedem para parar neste local porque querem pedir ao santo casamenteiro um marido.

 

Depois de conseguir arrancar-me uma gargalhada, seguimos para o Miradouro das Portas do Sol. Nesta varanda sobre Alfama, Luís explica os símbolos da capital: estátua de São Vicente (santo padroeiro da capital), a barca e os dois corvos que fazem parte do brasão de Lisboa.

 

Já em frente à , a concentração de tuk tuk revela que estamos num ponto de paragem obrigatória. São centenas os turistas que tiram fotos à catedral, conhecida também por igreja de Santa Maria Maior e sede do Patriarcado de Lisboa.

 

Segue-se o Panteão Nacional. Ao passar por este monumento, o guia conta mais uma curiosidade. O ditado popular “é como as obras de Santa Engrácia” deve-se ao facto de a construção da igreja de Santa Engrácia, onde hoje é o Panteão, ter demorado cerca de 350 anos a ficar concluída.

 

A passagem pelo Castelo de São Jorge é breve, mas nos poucos minutos que lá paramos consegui imaginar uma Lisboa de outros tempos.

 

E chegamos ao “local preferido dos turistas” confessa o motorista-guia ao estacionar o tuk tuk junto ao Miradouro de Nossa Senhora do Monte. O que vejo a partir daqui é realmente arrebatador: uma vista panorâmica da capital portuguesa.

 

De novo sentada no tuk tuk, sou informada que o próximo destino é Alfama. Os moradores do bairro mais antigo de Portugal cumprimentam Luís como se fosse um velho amigo, e este retribui, ora com piadas, ora a perguntar pela ementa disponível para o jantar. “É aqui que se sente o verdadeiro espírito bairrista”, conta enquanto conduz pelas pequenas e apertadas ruelas com estendais nas varandas das casas.

 

Dizem que o fado nasceu em Alfama, e é no final deste bairro que se localiza o museu que conta a história deste símbolo nacional, que é também Património Imaterial da Humanidade e onde termina o meu passeio.

 

Saiba mais sobre a moda dos tuk tuk em Portugal no meu artigo publicado no site do Correio da Manhã aqui

 

18 de Janeiro, 2017

Aldeia da Cuada, um óasis a meio caminho das Américas

 

É no extremo mais ocidental da Europa, entre as freguesias da Fajã Grande e da Fajãzinha, na paradisíaca ilha das Flores, nos Açores, que se localiza a Aldeia da Cuada. 


Um aldeamento turístico rural com 15 casas de pedra basáltica que mantêm a traça original, mas com mordomias atuais como o acesso gratuito a wi-fi e aquecimento, dando o conforto necessário para umas férias de sonho.

O respeito ao passado está porto do o lado. Cada casa tem o nome dos seus antigos proprietários, que nos anos 60 abandonaram esta aldeia em busca de uma vida melhor nos EUA. O palheiro do Fagundes, a casa da Esméria e a casa da Fátima são alguns exemplos desta aldeia, que fica situada sobre um planalto junto ao mar, com uma falésia recheadade cascatas por trás.

As casas estão separadas por prados onde algumas vacas parecem descansar. No ar, o cheiro a natureza intocável, sem poluição e veículos motorizados. Por vezes, o sol dá lugar à neblina que impõe ao lugar um ar ainda mais misterioso.

E, à noite, os cagarros (aves migratórias) dão o ar da sua graça e juntam-se ao cantar dos grilos.

Facilmente se percebe porque é que a Aldeia da Cuada foi eleita um dos 50 hotéis mais românticos do mundo pela revista ‘Travel and Leisure’.

 

Informações:

Facebook Aldeia da Cuada

Horário:

Morada: Fajã-Grande, Ilha das Flores, Açores

Tlf. : 292 590 040

 

Saiba mais sobre a Aldeia da Cuada no meu artigo publicado no site do Correio da Manhã aqui

 

 

09 de Janeiro, 2017

Talho na Embaixada

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É nas traseiras do palacete Ribeiro da Cunha, que é como quem diz na Embaixada do Príncipe Real, em Lisboa, que o Atalho do Mercado de Campo de Ourique ganhou coroa e transformou-se no Atalho Real.

 

A carne é a rainha e está exposta na montra de uma das três salas do espaço.Há black-angus, picanha da Escócia, costeleta de boi-galego, secretos, borrego, entrecôte maturada e até wagyu, carne vinda do Japão de vacas que só ouvem música clássica e que apenas comem cenouras e maçãs. Estas iguarias podem ser servidas no pão, no prato com dois acompanhamentos à escolha ou, então, pode sempre pedir para levar a carne para casa.

 

Se optar por comer no Atalho Real, a carne vem bem grelhada e temperada apenas com sal e pimenta, o que deixa qualquer carnívoro a chorar por mais. Quanto aos acompanhamentos, destaque para as batatas wedges, com molho de maionese e alho, e para a coleslaw (mistura de couve, cenoura e maçã).

 

E se aqui há rainha, também tem de haver rei: um delicioso bolo de chocolate com sorbet. Tudo servido com descontração e simpatia num espaço com decoração simples e confortável ou, se tiver bom tempo, num jardim comesplanada.

 

Através da MyGon pode saber mais, ver as promoções disponíveis e até reservar mesa neste restaurante, basta clicar aqui

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Informações:

Facebook Atalho Real

Horário: De domingo a quarta-feira - 12h00 à 00h00; De quinta a sábado - 12h00 à 1h00

Morada:Calçada do Patriarcal, 40, Príncipe Real, Lisboa (Metro: Baixa Chiado)

 

Atalho Real Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

 

Para ler o meu artigo sobre o Atalho Real na revista Sexta, do Correio da Manhã, clique aqui:

AtalhoReal.PDF

 

 

02 de Janeiro, 2017

Sabor a México no Las Ficheras

 

 

É mesmo ao lado da Rua Cor de Rosa, no Cais do Sodré, que se encontra o restaurante Las Ficheras.

 

O nome advém dos cabarés mexicanos dos anos 30 e 40, onde as mulheres que lá trabalhavam eram apelidadas de "ficheras" por receberem fichas de clientes em troca de bebida, dança ou companhia. 

 

O ambiente do espaço foi inspirado não só nessas boates como nas lutas livres mexicansas. Nas paredes de pedra há máscaras, quadros e tradições que transpiram o espírito da América Latina, mas é na comida que está o verdadeiro ADN do México.

 

O guacamole y totopos é a entrada ideal para começar em grande. As margaritas, por sua vez, devem permanecer na mesa durante toda a refeição, que pode ser feita só com entradas ou com pratos principais como as fajitas de pollo (frango), o burrito Las Ficheras ou o Tablones des Res con salsa de Pasilla (naco de aba de costela de vaca marinado e assado lentamente, com chile pasilla, legumes, puré de batata doce e coentros).

 

Para terminar tal como começou - em grande - há um brownie, de chocolate negro com pimental chili e fruta seca, rico e húmido, como um bom clássico deve ser, mas com um atrevido toque picante que o torna diferente e moderno. Uma mistura fantástica que melhora o nosso bem-estar físico e mental e que muitos afirmam ser afrodisíaca.

 

Através da MyGon pode saber mais, ver as promoções disponíveis e até reservar mesa neste restaurante, basta clicar aqui

 

Informações:

Facebook Las Ficheras

Horário:

De domingo a quinta-feira - 11h00 à 1h00; Sexta e sábado  - 11h00 às 2h00

Morada: Rua dos Remolares, 34, Cais do Sodré, Lisboa (Metro: Cais do Sodré)

 

Choupana Caffé Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

 

Para ler o meu artigo sobre o Las Ficheras na revista Sexta, do Correio da Manhã, clique aqui: LasFicheras.PDF