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Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

31
Jul18

Sai Prego no Marquês de Pombal

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O nome não deixa dúvidas, este restaurante é para os amantes dos pregos. Mas não penses que no Sai Prego, que abriu há uns meses na Rua Conde Redondo, no Marquês de Pombal, vais comer um simples bife no pão, porque isso não vai acontecer.

 

A carta foi criada pelo Chef Vítor Sobral e como tal os sabores deste tradicional petisco português foram reinventados. Há até uma versão de atum e outra vegetariana.

 

 

 

Eu provei o Prego de Porco com Pickles de Maçã Verde, do qual fiquei fã porque a acidez da maçã combina perfeitamente com o sabor adocicado desta carne, e o Original Prego, slow cook de novilho, tomate e cebola marinada. Além da carne, outro aspeto importante para quem gosta de pregos é o pão e a batata-frita e no Sai Prego isso é tido em atenção. O pão é fantástico e as batatinhas são caseiras e numa quantidade bem generosa, tal como devem ser.

 

Antes dos pregos ainda provei a Salada de Atum Fresco Marinado e o Carpaccio de Queijo da Ilha, duas entradas simples e frescas que deixam logo a barriga aconchegada.

 

Para terminar a refeição em grande, provei o Leite Creme, que estava bom, mas o que adorei mesmo foi o Pudim de Canela com Compota de Maçã.

 

Os preços variam entre 10 e 15 euros por pessoa. Ao almoço há menus do dia bastante em conta.

 

O espaço é jovem e descontraído e foi decorado com gosto. O que mais me chamou a atenção foi a cozinha aberta, a estante com cervejas artesanais e, claro, um painel de Regg Salgado, um artista urbano português que reinterpreta aqui a pintura ‘Praia das Maçãs’ de José Malhoa que retratava a taberna do Sr. Manuel Dias Prego e que os proprietários quiseram aqui homenagear.

 

Sai Prego Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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18
Jul18

Boa-Bao – Viajar pela Ásia sem sair de Lisboa

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O Boa-Bao nasceu há um ano e há um ano permanece na ribalta. E agora já percebo porquê. É que além de ser instagramável, a comida é realmente muitooo boa e sem nos arrombar a carteira. É tão boa que dois dias depois de lá almoçar quis lá jantar. O problema é que às 22h00 de sábado tinha 13 mesas à minha frente.

 

Mas vá, não fiques assustado! Aos almoços e durante a semana a fila de espera é mais pequena. Além disso, a cozinha está aberta, todos os dias da semana, das 12h00 às 23h00 (00h30 de quinta a sábado) para que possas fazer uma refeição fora de horas. Uma coisa te garanto: vai valer a pena!

 

O Boa-Bao fica no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, no Chiado, e transporta-nos numa viagem gastronómica pela Tailândia, Vietname, Laos, Camboja, Malásia, Coreia do Sul, China e Japão.

 

À entrada, fazemos o check in e recebemos um cartão de embarque de primeira classe que nos ajuda a passar o tempo de espera da melhor forma, na companhia de cocktails ou cervejas típicas. Eu optei pelo Bao Uau, um cocktail cítrico, floral com um toque picante, um bom presságio do que viria a seguir.

 

Para entradas optamos pelo sortido de dim sum vegetarianos, pelas tiras fritas de carne de vaca seca com sésamo estilo Isaan e pelas m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s tostas de pão frito com camarão, porco e sésamo.

 

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Quanto aos pratos principais foi difícil escolher por isso o meu conselho é que optes por ir com três ou quatro amigos para que possam partilhar vários pratos. Eu provei o Pad Thai com vegetais, noodles de arroz e camarão black tiger, um prato tailandês cheio de sabor que me conquistou logo à partida. Provei também o Japchae, noodles coreados de batata doce com carne de vaca que me surpreendeu pela textura diferente dos noodles e o Caril Amarelo da Malásia de camarão black tiger com arroz glutinoso que foi sem sombra de dúvida o meu preferido. Uma explosão de sabores e texturas difícil de resistir e que me vai fazer voltar lá muitas vezes.

 

Além dos pratos de caril e das woks há também sopas gigantes e fumegantes e saladas.

 

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Para terminar, optei pelo Jian Dui, bolas fritas de arroz glutinoso envoltas em sésamos com ouro puro comestível, uma sobremesa completamente diferente do que estou habituada, mas que me surpreendeu pelas diferentes texturas que possui.

 

 

Mas não desembarques desta viagem sem apreciar o espaço. A decoração foi pensada ao pormenor, num estilo industrial-chic, cheio de andorinhas, macacos, plantas e fotos que nos envolvem na cultura pan-asiática e dão um toque engraçado a uma refeição que já de si é cheia de graça. Além da sala principal, o Boa-Bao tem uma esplanada, uma espécie de jardim de inverno e alguns lugares ao balcão com vista privilegiada para a cozinha aberta onde os chefs fazem magia.

 

O atendimento também surpreende pela positiva. Além de simpático e profissional, o staff sabe sugerir e explicar os pratos. Quando ao preço médio, para duas pessoas, é cerca de 40 euros.

 

Sem dúvida que o Boa-Bao foi dos restaurantes que mais me surpreendeu nos últimos tempos em Lisboa. Cinco estrelas!

 

PS: Pessoal do Porto, não se preocupem que o Boa-Bao também já chegou à Invicta. Fica na Rua da Picaria e, tal como o restaurante de Lisboa, não aceita reservas.

 

Boa-Bao Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

 

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04
Jul18

Eleven, refeições de luxo a partir dos 28 euros

 

Desde que comecei a levar mais a sério essa coisa de ser foodie que desejava jantar no Eleven. A visita teimava em ser adiada por ter medo de passar o resto do mês a pão e água. A semana passada concretizei este ‘sonho gastronómico’, a convite da Zomato, e descobri que afinal há menus de luxo a um preço bastante acessível neste que é um dos restaurantes mais exclusivos de Lisboa e com estrela Michelin.

 

Ao chegar ao restaurante, que nasceu em 2004, o que mais me chamou a atenção foi o contraste entre majestosa vista sobre a cidade e o discreto espaço que envolve o Eleven, localizado mesmo no cimo do Parque Eduardo VII, mais concretamente no jardim Amália Rodrigues.

 

A decoração interior oscila entre a simplicidade e as obras de arte de luxo como o ‘Coração Independente’ de Joana Vasconcelos. O ambiente é tranquilo e o atendimento sóbrio e personalizado.

 

Mas como não podia deixar de ser, neste restaurante distinguido pelos óscares da gastronomia o melhor mesmo é comida.

 

O chef alemão Joachim Koerper, considerado um dos melhores cozinheiros da Península Ibérica, coloca à mesa os melhores ingredientes portugueses, confeccionados com inspiração na cozinha mediterrânica.

 

O menu executivo que experimentei incluía um prato de polvo com beldroegas (planta silvestre) e framboesas que estava ótimo, assim como a pescada e camarão com espuma de batata, alcaparras e anchovas. Contudo, o que mais gostei foi a sobremesa: cereja, macadâmia e chocolate. Além do efeito visual esplêndido, o prato dá ao paladar uma mistura de sabores e texturas de bradar aos ceús . A mousse de chocolate estava com a consistência perfeita e, apesar de não gostar muito de cerejas, adorei-as neste prato porque além de não terem caroço estavam glaceadas com uma crosta brilhante de açúcar que as tornava crocantes. Já o gelado de noz-macadâmia parece ter sido estrategicamente colocado no prato (e bem) para equilibrar os restantes sabores da sobremesa com um paladar mais suave.

 

O preço médio é de 75 euros/pessoa mas há menus com dois pratos a 28 euros, aos almoços de segunda a sexta-feira.

 

Eleven Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

 

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