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Perdida por Lisboa

A capital vista pelos olhos de uma açoriana...

Perdida por Lisboa

22
Jan19

Kin, o asiático onde janta com um dragão

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Escolhi o Dia Mundial do Fetiche para ir ao Kin… calma… este não é um blog de ‘poucas vergonhas’  mas prometo que qualquer dia faço um post sobre as melhores sex shops de Lisboa…

 

Mas vamos então a este restaurante, que um dia foi apenas a sala asiática do Topo do Martim Moniz, mas que há uns meses ganhou uma identidade própria.

 

A decoração é bonita. Em contrastes azul-escuro e vermelho, com estruturas de metal e mesas de madeira, que dão ao espaço um ar urbano e industrial. Há luzes néon, cadeeiros orientais, almofadas com escamas e outros pormenores asiáticos como máscaras chinesas e vários Maneki Neko (gatos da sorte). Mas o que mais chama a atenção é o imponente dragão que serpenteia o teto por cima das mesas e ao qual vais querer tirar logo uma fotografia.

 

Contudo, quanto a este aspeto, na minha perspetiva, o Kin tem três falhas. Primeiro, apesar dos confortáveis sofás, a sala estava tão fria que o ambiente não era acolhedor. O segundo problema é o novelo de cabos desorganizados debaixo da mesa que me deixou sem saber onde colocar os pés. E por último, a vista. É que ao contrário do Topo, as grandes janelas do espaço dão para as traseiras do Hospital de São José. Não é nada agradável ver as ambulâncias a passar com as luzes acesas enquanto desfrutamos de uma boa refeição. Já que o Kin só serve jantares e não precisa de luz solar, por favor, tampem as janelas.

 

 

Quanto à refeição, o meu prato preferido foi a Sopa Laksa de Frango (com cogumelos, leite de côco e massa de arroz). Quente, picante, condimentada, ótima até na relação quantidade/preço: custa apenas 4 euros e é enorme. O que eu menos gostei foi o Bao de Porco (6 euros). A massa estava molhada e a carne pouco temperada. De seguida, provamos o tailandês Pad Thaï de gambas (15 euros), que estava bom, mas já comi melhores. E o indonésio Nasi Goreng de frango, que estava muito bom (14 euros).

 

Não conseguimos chegar às sobremesas porque estávamos já cheios. Fiquei curiosa com os chás quentes com álcool que da próxima vez irei experimentar.

 

Quanto ao atendimento achei simpático e prestável, sempre pronto a prestar esclarecimentos sobre os pratos.

 

Informações:

Preço médio: 40 euros para duas pessoas (tem Zomato Gold)

Horário: Todos os dias das 20h00 às 00h00. Fecha ao domingo

Morada: Centro Comercial Martim Moniz, na Praça do Martim Moniz

Kin Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

05
Dez18

Izanagi leva sushi e street food asiática às Docas

 

Não me lembro da última vez que jantei nas Docas, em Alcântara. Mas já vão uns bons anos. Por isso quando a Zomato me convidou para experimentar o novo japonês da cidade fiquei estupefacta com a morada do mesmo.

 

Fui com o pé atrás. Mas fiquei alegremente surpreendida. A esplanada com vista para o Tejo e o espaço decorado com gosto, em tons quentes e com madeira por todo o lado, chamaram-me logo a atenção. Pouco depois, percebi que a decoração não foi pensada ao acaso. Izanagi é o nome de um Deus da mitologia japonesa que está ligado à criação do fogo.

 

E como tal também isso se reflete na comida. Mais do que sushi, este novo projeto do grupo SushiCafé, leva-nos a viajar pelo encanto da street food japonesa, com pratos quentes feitos a pensar na partilha.

 

Quanto ao sushi, tenho de admitir que não fiquei deslumbrada. Mas achei piada ao Hamachi (fatias de lírio com azeite de trufa, yuku e sour cream), ao Robata mix (espetadas de lombo de novinho, espargos, salmão e buta abura) e, principalmente, ao Okonomiyaki ebi cheese, uma espécie de panqueca com legumes, calamares, camarão seco, bacon, tonkastu, nori e flakes de bonito (peixe) que mexem com o calor do prato. Um efeito que “primeiro se estranha e depois entranha” e que podes ver no Instagram do Perdida por Lisboa.

 

 

O que mais gostei de toda a experiência foram os cocktails de autor e as m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s sobremesas. Apesar de serem, alegadamente, para partilhar (e as quantidades são dignas disso mesmo) vai querer comer as sobremesas sozinho de tão deliciosas que são. Adorei o Miso cheesecake, um cheesecake com caramelo de miso com maçã verde cozinhada em Favaios DOP e noz, mas foi o Freaky Asian Banana que me fez ficar com vontade de voltar ao Izanagi. É que eu nem gosto de banana, mas esta sobremesa é de bradar aos céus. Um conjunto de diferentes texturas e sabores que mistura tempura de banana com gelado de baunilha, caramelo miso, chantilly e m&m’s.

 

Informações:

Preço médio: 25 euros por pessoa

Horário: de terça-feira a domingo do 12h30 às 23h00. Fecha à segunda-feira.

Morada: Doca de Santo Amaro, Alcântara

 

Izanagi Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

10
Set18

Pasta Non Basta, ou basta?

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Há uns dias fui conhecer, a convite da Zomato, o menu de verão do restaurante italiano Pasta Non Basta de Alvalade. Mal entrei no espaço, fui surpreendida com um intenso cheiro a massa, queijo e pizza em forno de lenha que me fez ficar logo com água na boca.

 

Como o próprio nome indica, aqui não se serve apenas pasta, há também vários petiscos para começar a refeição ou para o final da tarde, assim como pizzas, risottos, saladas, pratos de peixe e de carne.

 

 

No que diz respeito à ‘Osteria’, provámos as Polpette al Sugo (almôndegas caseiras com molho de tomate, parmesão e manjericão), a Bruschetta de figos, mozarela e presunto e a Bruschetta com legumes em escabeche de prosecco com mozarela. Provamos ainda as Vongole al Forno, que são uma versão italiana das amêijoas à Bulhão Pato mas cozinhadas em forno de lenha, dentro de massa de pizza. Este prato é aberto na mesa e, quando sobra apenas o molho, é colocado esparguete que absorve o gostoso sabor das ameijôas.

 

Apesar de estar tudo muito bom, o meu destaque vai para a Burrata com pêssego e presunto pelo conjunto de sabores e texturas completamente diferente que o prato oferece (terceira imagem da fotogaleria acima).

 

 

 

Já quanto às massas é difícil selecionar apenas uma. É que são todas tão ótimas que chego a ‘colocar em causa’ o nome do restaurante. É que para mim no Pasta Non Basta, pasta basta!

 

Aconselho-te então a provar o Spaghettoni com trufa e ovo, o Penne al Pesto e Ricota e o Trofie Toscane (com espargos e salsicha).

 

Quanto às pizzas, provamos a Bresaola, com mozarela, tomate marinado, parmesão, rúcula e bresaola (carne bovina semelhante a presunto) e Diavola, com tomate, mozarella e salame picante, que foi a minha preferida. De salientar que a massa é fina e estaladiça como as verdadeiras pizzas italianas.

 

Se preferires algo mais leve, opta pela Insalata di Farro e Gamberetti. Além da frescura é super saborosa. Tem camarão salteado, abacate, espinafres, pickles de cebola rocha e farro, um cereal rico em proteínas.

 

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Para terminar em grande, as sobremesas: há gelados, Pannacotta com compota de framboesa, Tiramisú, uma maravilhosa Mousse Alla Nutella com amendoins caramelizados e a surpreendente Crema di Mascarpone (calda de pêssego caseira, com crumble de amêndoa e mascarpone) que é a grande novidade da parte mais doce da carta de verão e que é, sem sobra de dúvida, uma ótima aposta.

 

Já quando às bebidas, optei pelo cocktail Pasta Non Basta e fui surpreendida com um ótimo cocktail com gin Beefeater, morangos, manjericão, sumo de limão, xarope de açúcar e clara de ovo.

 

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Quanto à decoração, o espaço é confortável e informal, ideal para grupos de amigos ou famílias e tem uma esplanada bem agradável. O que mais me chamou a atenção foi a janela, mesmo à entrada, que permite ver o forno de lenha e toda a confeção das pizzas. Achei ainda o staff bastante profissional.

 

Já os preços rodam entre os 15 e os 20 euros por pessoa.

 

Se ainda não sabes, ficas agora a saber que o Pasta Non Basta nasceu em 2017 na Avenida Elias Garcia, nas Avenidas Novas, para os lados de São Sebastião. O sucesso foi tanto, que os proprietários decidiram abrir um segundo restaurante, este ano, na Rua Marquesa Alorna, mesmo junto à Avenida da Igreja. O preço médio é de 20 euros por pessoa.

 

Pasta Non Basta Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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31
Jul18

Sai Prego no Marquês de Pombal

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O nome não deixa dúvidas, este restaurante é para os amantes dos pregos. Mas não penses que no Sai Prego, que abriu há uns meses na Rua Conde Redondo, no Marquês de Pombal, vais comer um simples bife no pão, porque isso não vai acontecer.

 

A carta foi criada pelo Chef Vítor Sobral e como tal os sabores deste tradicional petisco português foram reinventados. Há até uma versão de atum e outra vegetariana.

 

 

 

Eu provei o Prego de Porco com Pickles de Maçã Verde, do qual fiquei fã porque a acidez da maçã combina perfeitamente com o sabor adocicado desta carne, e o Original Prego, slow cook de novilho, tomate e cebola marinada. Além da carne, outro aspeto importante para quem gosta de pregos é o pão e a batata-frita e no Sai Prego isso é tido em atenção. O pão é fantástico e as batatinhas são caseiras e numa quantidade bem generosa, tal como devem ser.

 

Antes dos pregos ainda provei a Salada de Atum Fresco Marinado e o Carpaccio de Queijo da Ilha, duas entradas simples e frescas que deixam logo a barriga aconchegada.

 

Para terminar a refeição em grande, provei o Leite Creme, que estava bom, mas o que adorei mesmo foi o Pudim de Canela com Compota de Maçã.

 

Os preços variam entre 10 e 15 euros por pessoa. Ao almoço há menus do dia bastante em conta.

 

O espaço é jovem e descontraído e foi decorado com gosto. O que mais me chamou a atenção foi a cozinha aberta, a estante com cervejas artesanais e, claro, um painel de Regg Salgado, um artista urbano português que reinterpreta aqui a pintura ‘Praia das Maçãs’ de José Malhoa que retratava a taberna do Sr. Manuel Dias Prego e que os proprietários quiseram aqui homenagear.

 

Sai Prego Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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18
Jul18

Boa-Bao – Viajar pela Ásia sem sair de Lisboa

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O Boa-Bao nasceu há um ano e há um ano permanece na ribalta. E agora já percebo porquê. É que além de ser instagramável, a comida é realmente muitooo boa e sem nos arrombar a carteira. É tão boa que dois dias depois de lá almoçar quis lá jantar. O problema é que às 22h00 de sábado tinha 13 mesas à minha frente.

 

Mas vá, não fiques assustado! Aos almoços e durante a semana a fila de espera é mais pequena. Além disso, a cozinha está aberta, todos os dias da semana, das 12h00 às 23h00 (00h30 de quinta a sábado) para que possas fazer uma refeição fora de horas. Uma coisa te garanto: vai valer a pena!

 

O Boa-Bao fica no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, no Chiado, e transporta-nos numa viagem gastronómica pela Tailândia, Vietname, Laos, Camboja, Malásia, Coreia do Sul, China e Japão.

 

À entrada, fazemos o check in e recebemos um cartão de embarque de primeira classe que nos ajuda a passar o tempo de espera da melhor forma, na companhia de cocktails ou cervejas típicas. Eu optei pelo Bao Uau, um cocktail cítrico, floral com um toque picante, um bom presságio do que viria a seguir.

 

Para entradas optamos pelo sortido de dim sum vegetarianos, pelas tiras fritas de carne de vaca seca com sésamo estilo Isaan e pelas m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s tostas de pão frito com camarão, porco e sésamo.

 

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Quanto aos pratos principais foi difícil escolher por isso o meu conselho é que optes por ir com três ou quatro amigos para que possam partilhar vários pratos. Eu provei o Pad Thai com vegetais, noodles de arroz e camarão black tiger, um prato tailandês cheio de sabor que me conquistou logo à partida. Provei também o Japchae, noodles coreados de batata doce com carne de vaca que me surpreendeu pela textura diferente dos noodles e o Caril Amarelo da Malásia de camarão black tiger com arroz glutinoso que foi sem sombra de dúvida o meu preferido. Uma explosão de sabores e texturas difícil de resistir e que me vai fazer voltar lá muitas vezes.

 

Além dos pratos de caril e das woks há também sopas gigantes e fumegantes e saladas.

 

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Para terminar, optei pelo Jian Dui, bolas fritas de arroz glutinoso envoltas em sésamos com ouro puro comestível, uma sobremesa completamente diferente do que estou habituada, mas que me surpreendeu pelas diferentes texturas que possui.

 

 

Mas não desembarques desta viagem sem apreciar o espaço. A decoração foi pensada ao pormenor, num estilo industrial-chic, cheio de andorinhas, macacos, plantas e fotos que nos envolvem na cultura pan-asiática e dão um toque engraçado a uma refeição que já de si é cheia de graça. Além da sala principal, o Boa-Bao tem uma esplanada, uma espécie de jardim de inverno e alguns lugares ao balcão com vista privilegiada para a cozinha aberta onde os chefs fazem magia.

 

O atendimento também surpreende pela positiva. Além de simpático e profissional, o staff sabe sugerir e explicar os pratos. Quando ao preço médio, para duas pessoas, é cerca de 40 euros.

 

Sem dúvida que o Boa-Bao foi dos restaurantes que mais me surpreendeu nos últimos tempos em Lisboa. Cinco estrelas!

 

PS: Pessoal do Porto, não se preocupem que o Boa-Bao também já chegou à Invicta. Fica na Rua da Picaria e, tal como o restaurante de Lisboa, não aceita reservas.

 

Boa-Bao Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

 

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